O vereador Sérgio Baré (PRD) usou a tribuna da Câmara Municipal de Manaus (CMM) nesta segunda-feira (1º) para denunciar os […]

Em pronunciamento na CMM, vereador repudiou a quarteirização de serviços nos hospitais João Lúcio e Joãozinho e cobrou promessas do governo estadual. (Foto: Dicom/CMM

Sérgio Baré critica atrasos salariais e aponta crise na gestão da saúde pública do Amazonas

O vereador Sérgio Baré (PRD) usou a tribuna da Câmara Municipal de Manaus (CMM) nesta segunda-feira (1º) para denunciar os atrasos salariais de profissionais de saúde na rede pública estadual. No pronunciamento, o parlamentar subiu o tom contra o modelo de quarteirização de serviços adotado pelo governo do Estado e cobrou soluções imediatas para a crise que afeta o atendimento eletivo e de urgência na capital.

De acordo com o vereador, funcionários de diversas especialidades, como fisioterapeutas, fonoaudiólogos, dentistas, psicólogos, assistentes sociais, nutricionistas, psicólogos e técnicos de enfermagem, contratados por empresas terceirizadas e quarteirizadas estão sem receber seus proventos. Baré citou nominalmente o caso de trabalhadores vinculados à empresa Maestria, que prestam serviços nos hospitais e prontos-socorros Dr. João Lúcio Pereira Machado e no infantil ejetado anexo, o “Joãozinho”, ambos na Zona Leste de Manaus.

Durante o discurso, o parlamentar reproduziu o áudio de um fisioterapeuta plantonista do Hospital João Lúcio, que relatou jornadas exaustivas de 12 horas sem a contrapartida financeira e pediu intervenção política diante do cenário de vulnerabilidade. Baré argumentou que a desvalorização dos profissionais compromete a segurança e a qualidade do atendimento aos pacientes da rede pública.

“São pessoas que estão lá cuidando de gente, que poderiam ser nossos familiares ou amigos. Esses profissionais estão desestimulados e desvalorizados por causa de um modelo que não deu certo em lugar nenhum e não daria certo no Amazonas”, afirmou o vereador, que relembrou já ter se posicionado contra as contratações por meio de Organizações Sociais (OSs) e empresas intermediárias no ano passado.

O vereador também direcionou críticas à gestão do governador Roberto Cidade (União Brasil), cobrando o cumprimento de promessas feitas em entrevistas recentes, nas quais o chefe do Executivo estadual teria empenhado palavra para sanar as pendências crônicas da saúde em curto prazo. Segundo Baré, quase um mês após as declarações oficiais, os problemas de fluxo de caixa e repasses às empresas gestoras, como o Instituto Ideias, responsável pela contratação da empresa Maestria para serviços no João Lúcio, continuam se estendendo.

(*) Com informações: Assessoria de comunicação do vereador

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