O Tribunal do Júri de Manaus concluiu, na madrugada desta segunda-feira (1º), o julgamento de um dos casos mais marcantes […]

(Foto: Marcus Phillipe/TJAM)

Justiça condena Gil Romero a 63 anos por mortes de jovem e bebê no caso Débora

O Tribunal do Júri de Manaus concluiu, na madrugada desta segunda-feira (1º), o julgamento de um dos casos mais marcantes da crônica policial recente do Amazonas. Após cinco dias de sessões no Fórum Ministro Henoch Reis, a 2ª Vara do Tribunal do Júri definiu as penas de Gil Romero Machado Batista e José Nílson Azevedo da Silva, acusados de matar a jovem Débora da Silva Alves, de 18 anos, que estava grávida de oito meses.

Presidido pelo juiz Fábio Alfaia, o Conselho de Sentença acolheu parcialmente as teses do Ministério Público do Amazonas (MPAM), estabelecendo condenações distintas para os réus.

Apontado como mentor e executor do crime, Gil Romero Machado Batista recebeu a pena mais severa: 63 anos, 7 meses e 19 dias de prisão em regime fechado. Ele foi condenado por feminicídio com uso de emboscada e meio cruel, além da morte do bebê que a vítima carregava e pela tentativa de destruição e ocultação do corpo.

Já José Nílson Azevedo da Silva foi condenado a 17 anos e 8 meses de prisão por homicídio qualificado por motivo torpe. Os jurados afastaram as acusações mais graves relacionadas à participação direta no assassinato, incluindo feminicídio e outras qualificadoras.

Na decisão, o magistrado considerou comprovada a materialidade dos crimes com base em laudos periciais, certidão de óbito e relatórios investigativos. Os indícios de autoria também foram considerados consistentes, sustentados por depoimentos, imagens de câmeras de segurança, rastreamento e pela confissão dos acusados durante a investigação.

Segundo a denúncia do MPAM, o crime ocorreu em julho de 2023, na área da Usina Termoelétrica Mauá 2, no bairro Mauazinho, zona leste da capital. A vítima foi morta por asfixia com fio elétrico.

Após o assassinato, os envolvidos colocaram o corpo em um tonel e atearam fogo. Conforme as investigações, Gil Romero retornou ao local, retirou o feto e o descartou em um rio.

O crime, de acordo com o Ministério Público, teria sido motivado pela intenção de ocultar um relacionamento extraconjugal mantido por Gil Romero com a vítima, que resultou na gravidez.

(*)Baseado em informações de D24am

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