O governo do Irã afirmou que só voltará à mesa de negociações quando for suspenso o bloqueio naval imposto no […]

Foto: Agência Reuters/Stringer

Irã condiciona negociações ao fim de bloqueio naval no Golfo

O governo do Irã afirmou que só voltará à mesa de negociações quando for suspenso o bloqueio naval imposto no Golfo Pérsico. A declaração aumenta a tensão na região e coloca em risco uma nova rodada de diálogo entre o país e os Estados Unidos.

A posição foi apresentada por um representante iraniano como resposta à decisão do presidente norte-americano, Donald Trump, de prolongar o cessar-fogo no conflito. Mesmo com a trégua, o impasse continua, já que Teerã considera o bloqueio um obstáculo direto às conversas diplomáticas.

Além disso, autoridades iranianas fizeram alertas duros. A Guarda Revolucionária afirmou que poderá reagir com “golpes devastadores” caso os confrontos sejam retomados, elevando o risco de uma nova escalada militar na região.

Enquanto isso, a segunda rodada de negociações segue incerta. A União Europeia deve apresentar medidas emergenciais para lidar com possíveis impactos, principalmente no setor energético, caso a crise se intensifique.

Do lado americano, Trump declarou que o Irã enfrenta forte pressão econômica por causa do bloqueio, citando perdas diárias de centenas de milhões de dólares e sugerindo que o país estaria próximo de um colapso financeiro.

O bloqueio naval, que afeta o fluxo no Estreito de Ormuz — uma das principais rotas de petróleo do mundo —, já provoca impactos no transporte marítimo e aumenta a preocupação global com o abastecimento de energia.

(*) Baseado em informações de Agência Brasil.

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