O Peru vive uma das eleições presidenciais mais acirradas de sua história recente. Com cerca de 97,5% das urnas apuradas, […]

Disputa voto a voto marca eleição presidencial no Peru
O Peru vive uma das eleições presidenciais mais acirradas de sua história recente. Com cerca de 97,5% das urnas apuradas, o candidato Roberto Sánchez aparece com 50,1% dos votos, enquanto Keiko Fujimori soma 49,9%, mantendo a definição do pleito em aberto até os últimos votos.
A eleição ocorre em meio a um cenário de instabilidade política no país, que teve nove presidentes nos últimos dez anos, resultado de renúncias, impeachments e cassações. O pleito deste ano também registrou número recorde de candidatos: foram 35 concorrentes, o que ampliou a fragmentação política.
Representante da esquerda, Roberto Sánchez consolidou vantagem principalmente nas regiões rurais. Entre suas propostas estão a convocação de uma Assembleia Constituinte e a implementação de uma reforma no sistema de Justiça, com a eleição de juízes e promotores pelo voto popular.
Do outro lado, Keiko Fujimori disputa a presidência pela quarta vez. Filha do ex-presidente Alberto Fujimori, ela assumiu o posto de primeira-dama ainda jovem e mantém uma linha política conservadora. Entre suas propostas estão o bloqueio de sinal de celular em presídios e a ampliação do sistema carcerário.
O resultado da eleição também tem impacto regional. Com a definição, a América do Sul pode registrar um equilíbrio entre governos de diferentes espectros políticos, refletindo uma disputa mais ampla por influência no continente.
Especialistas avaliam que o cenário peruano funciona como um termômetro político na América Latina, com possíveis reflexos em outros países, incluindo o Brasil, que também se aproxima de um ciclo eleitoral marcado por forte polarização.
(*)Baseado em informações de The News
