A menos de 50 dias para a Copa do Mundo de 2026, o clima de empolgação parece distante para grande […]

Copa 2026 esfria entre brasileiros e vira luxo para poucos
A menos de 50 dias para a Copa do Mundo de 2026, o clima de empolgação parece distante para grande parte dos brasileiros. Levantamentos recentes apontam que mais da metade da população demonstra baixo interesse pelo torneio — o maior índice já registrado na série histórica.
Um dos principais fatores é o custo elevado. Segundo a Moody’s, esta será a Copa mais cara da história para quem pretende acompanhar os jogos de perto. Com partidas distribuídas entre Estados Unidos, México e Canadá, despesas com passagens, hospedagens em dólar e deslocamentos internos transformaram a experiência em um investimento alto.
Os números reforçam esse cenário. Ingressos para a final chegam a cerca de US$ 4.185 (mais de R$ 21 mil), valor até sete vezes maior que o cobrado na decisão da Copa do Catar. Em Nova York/New Jersey, por exemplo, o deslocamento de trem até o MetLife Stadium pode custar US$ 150, bem acima da tarifa comum. Já uma viagem considerada econômica, de sete dias para Miami, gira em torno de R$ 8.680, sem incluir ingressos.
Além do impacto financeiro, há também um distanciamento emocional. A relação entre torcedores e a Seleção Brasileira tem sido questionada, refletindo uma perda de identificação. Esse cenário ficou evidente até no lançamento dos novos uniformes, que registraram 72% de menções negativas nas redes sociais, segundo levantamento da Timelens. O slogan “Vai Brasa” também enfrentou rejeição, com 71% de desaprovação.
Enquanto isso, a FIFA projeta arrecadar cerca de US$ 11 bilhões com o torneio — um salto significativo em relação aos US$ 7,5 bilhões estimados na edição do Catar. O modelo ampliado, com 48 seleções e jogos em múltiplos países, reforça o caráter global e comercial do evento.
Mesmo com impacto econômico moderado nos países-sede, como os Estados Unidos, onde a expectativa é de crescimento de 0,05% do PIB, o maior desafio parece ser outro: reconectar o torcedor ao espetáculo. Em um cenário cada vez mais voltado ao entretenimento de alto custo, a Copa do Mundo de 2026 testa não apenas recordes financeiros, mas também o vínculo emocional com o futebol.
(*)Baseado em informações de The News
