Durante coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira (28), a titular da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente […]

Polícia descarta sequestro de menino desaparecido em Maraã; há suspeita de afogamento

Durante coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira (28), a titular da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), Joyce Coelho, falou do andamento das investigações sobre o desaparecimento do menino João Caldas dos Santos Neto, de 2 anos, em Maraã (distante 634 quilômetros de Manaus). O menino está desaparecido desde 4 de junho.

Segundo a delegada, tal possibilidade de João ter sido sequestrado está descartada. Ainda conforme a titular da Depca, o menino foi visto pela última vez por volta das 18h20 na companhia de um adolescente, no Porto Fluvial de Maraã, situado no Centro do município.

Denúncias

Joyce Coelho disse que diversas denúncias foram feitas, mas nenhuma se confirmou.

“Recebemos muitas denúncias, feita aos familiares da criança, informando que o menino havia sido sequestrado e teria sido visto em uma pousada situada em Tefé (distante 523 quilômetros da capital). Posteriormente, no dia 12 de junho deste ano, testemunhas afirmaram ter visto o menino em uma drogaria aqui na capital, na companhia de um casal. Não descartamos, naquele momento, nenhuma linha de investigação”, disse a delegada.

Joyce informou que, por uma determinação do delegado-geral, Mariolino Brito, equipes de investigação da Depca se deslocaram até os municípios de Coari (distante 363 quilômetros de Manaus), e Tefé para averiguarem se as denúncias eram verdadeiras.

Testemunhas

Segundo a autoridade policial, testemunhas relataram que tinham visto o menino na companhia de um mulher que mora em Coari.

“Estivemos em Coari, onde ouvimos a mulher apontada como a pessoa sido vista com a criança desaparecida. Constatamos no local que ela é mãe de uma criança na mesma faixa etária de João Caldas. Durante depoimento, ela nos relatou que esteve em Tefé para fazer um curso e que após a conclusão da capacitação, retornou a Coari”, informou a titular.

Coelho informou ainda que ela retornou a Tefé e confirmou que as testemunhas haviam confundido as duas crianças. Com isso, a polícia descartou a possibilidade de sequestro.

Possibilidade de afogamento

O pai do menino desaparecido foi ouvido mais uma vez pela polícia. Ele contou que João tinha o costume de tomar banho no rio Japurá.

“Como todas as suspeitas de sequestros foram descartadas, acreditamos que a criança caiu no rio e se afogou, mas não temos como confirmar isso, uma vez que o corpo não foi encontrado. Não vamos encerrar as investigações de torno desse caso. Iremos continuar ouvindo testemunhas até conseguirmos elucidas esse caso”, alegou a delegada.

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