A Polícia Civil de São Paulo avançou nas investigações sobre a suposta venda irregular de camarotes no Morumbis, estádio do […]

(Foto: Rubesn Chiri / São Paulo)

Polícia aponta esquema organizado na venda irregular de camarotes no Morumbis

A Polícia Civil de São Paulo avançou nas investigações sobre a suposta venda irregular de camarotes no Morumbis, estádio do São Paulo Futebol Clube, e identificou indícios da atuação de um grupo estruturado dentro do clube. Segundo relatório do Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC), quatro pessoas são apontadas como integrantes do esquema: Rita de Cássia Adriana Prado, Mara Casares, Douglas Schwartzmann e Marcio Carlomagno, que, conforme os investigadores, teriam formado uma associação criminosa com divisão de funções e participação nos lucros obtidos de forma clandestina.

Um dos principais elementos que sustentam a investigação é a análise de um caderno atribuído a Adriana, apreendido durante diligências. No material, foram encontradas anotações que detalham a dinâmica do suposto esquema, com nomes, funções e registros que indicariam a divisão dos ganhos, estimada em cerca de 25%.

De acordo com o documento policial, Adriana seria responsável pela logística e pelo controle financeiro das operações. Já Schwartzmann, então diretor das categorias de base, e Mara Casares, ligada às áreas de eventos e ao futebol feminino, também teriam atuação ativa. Carlomagno, ex-superintendente do clube, aparece nas anotações como um dos envolvidos, reforçando suspeitas anteriores levantadas a partir de áudios.

As investigações apontam que as atividades teriam começado em 2023, durante eventos realizados no estádio, e seguiram até o início de 2025, quando teriam sido interrompidas após a realização de um grande show internacional no local. Para a polícia, os registros indicam um modelo contínuo de exploração irregular de ativos do clube, e não casos isolados.

Trechos do caderno também revelam preocupação com possíveis consequências e menções a conflitos internos, o que, segundo os investigadores, sugere conhecimento prévio do funcionamento do esquema e receio quanto a desdobramentos.

Procuradas, as defesas dos citados negaram envolvimento nas irregularidades e questionaram a divulgação de informações do inquérito. Até o momento, a defesa de Carlomagno não se manifestou.

(*)Baseado em reportagem de Lance

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