O superintendente da Polícia Federal no Amazonas, Umberto Ramos, afirmou nesta sexta-feira que já foram identificados dois suspeitos pela montagem […]

PF já identificou dois suspeitos de falsificar áudio de David Almeida, diz superintendente
O superintendente da Polícia Federal no Amazonas, Umberto Ramos, afirmou nesta sexta-feira que já foram identificados dois suspeitos pela montagem e disseminação de um áudio no qual o prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), chama professores que cobram o abono do Fundeb de vagabundos.
O caso foi denunciado na manhã de ontem por David Almeida. Durante a entrega das primeiras casas do programa “Morar Melhor”, ele disse à imprensa que um áudio montado com o uso de inteligência artificial estava sendo distribuído em grupos de WhatsApp.
A mensagem diz o seguinte: “O que mais tem são professores vagabundos que querem o dinheirinho de mão beijada. Eu não paguei o Fundeb, mas o povo esquece, você vai ver”.
Na terça-feira, o prefeito havia dito que este ano o abono não será pago por conta da queda no repasse ao município. Na quarta-feira, após protestos dos professores da rede municipal de ensino, David explicou, por meio de nota, que aplicou 93% dos recursos do fundo no pagamento da folha da educação.
Ontem, David afirmou, antes de ir à sede da PF, que já havia identificado o autor dos disparos em grupos de WhatsApp e citou a matéria do Fantástico exibida no domingo passado, que denunciou a manipulação de imagens vinculadas à venda de produtos na internet.
“Eu saio daqui e vou direto à delegacia registrar o boletim de ocorrência para que a gente possa matar o mal pela raiz. Já identificamos quem disparou, quem é o administrador do grupo, que também está passivo de punição. Comete crime quem dissemina, quem administra grupos, esse administrador tem responsabilidade civil e nós vamos identificar, praticamente já identificamos e eu vou agora formalizar”, explicou.
“Desde a madrugada, a gente está buscando encontrar os autores e em breve nós vamos fazer a divulgação de quem está por trás desses ataques. Eu só queria falar de eleição após o Carnaval, mas anteciparam muito o processo eleitoral e fui vítima de vários ataques”, completou o prefeito.
O delegado federal, Rafael Grummt, informou que a apuração preliminar encontrou alguns responsáveis pela produção do áudio, sem citar nomes.
“Nós já fizemos análises preliminares, mas queremos deixar a mensagem principal: não existe anonimato e aqueles que se utilizam desses artifícios com objetivos de ofensa pessoal ou com objetivos eleitorais serão identificados e punidos”, afirmou o delegado.
O superintendente da PF, Umberto Ramos, disse que a investigação tem a previsão de durar de 2 a 3 meses, visto que a investigação preliminar já foi iniciada.
*Com informações: A Crítica
