Brasil – A participação feminina no mercado de trabalho brasileiro permanece em 53% há seis anos. O dado revela que […]

Participação feminina no trabalho segue estagnada no Brasil
Brasil – A participação feminina no mercado de trabalho brasileiro permanece em 53% há seis anos. O dado revela que quase metade das mulheres em idade ativa não está ocupada nem em busca de emprego, enquanto a taxa entre os homens chegou a 72% em 2025.
Entre os principais fatores para esse cenário está a sobrecarga com cuidados domésticos e familiares. Cerca de um terço das mulheres fora do mercado aponta a responsabilidade com filhos, idosos e tarefas da casa como principal motivo para não trabalhar.
A falta de estrutura de apoio agrava a situação. A ausência de creches em tempo integral e redes de suporte dificulta a inserção de mulheres, especialmente aquelas que chefiam famílias sozinhas, no mercado formal de trabalho.
Mesmo entre as que conseguem emprego, a desigualdade persiste. Em média, mulheres recebem R$ 3,9 mil, enquanto os homens ganham cerca de R$ 4,9 mil. Além disso, elas estão mais concentradas em atividades informais ou em setores com menor remuneração, como serviços e trabalho doméstico.
Diante desse cenário, programas sociais têm papel relevante na renda de muitas famílias. Mais de 80% das 18,7 milhões de famílias atendidas pelo Bolsa Família são chefiadas por mulheres.
A dependência desses programas reflete um quadro mais amplo: em 9 dos 27 estados brasileiros, o número de beneficiários do Bolsa Família já supera o de trabalhadores com carteira assinada. Proporcionalmente, o país registra 39 beneficiários para cada 100 empregos formais.
O panorama evidencia desafios estruturais que vão além do acesso ao emprego, envolvendo desigualdade de gênero, divisão de responsabilidades e políticas públicas de apoio à permanência das mulheres no mercado de trabalho.
(*)Baseado em informações de The News
