Grupos extremistas islâmicos fizeram uma série de ameaças contra os Estados Unidos pela decisão de instalar sua embaixada em Jerusalém, […]

Grupos extremistas, Al-Qaeda e EI, ameaçam EUA após Trump reconhecer Jerusalém como capital de Israel

Grupos extremistas islâmicos fizeram uma série de ameaças contra os Estados Unidos pela decisão de instalar sua embaixada em Jerusalém, medida anunciada como movimento para reconhecer a cidade sagrada como capital de Israel. Nas redes sociais, seguidores do Estado Islâmico (EI) e da Al-Qaeda fizeram ameaças de atentados. Além disso, o movimento Hamas, que até este ano atuava no governo da Faixa de Gaza, convocou uma nova intifada “contra a ocupação e o inimigo sionista”. A conclamação instigou ainda mais os protestos na Cisjordânia e Faixa de Gaza, que já deixaram ao menos 104 feridos até então.

“Cortaremos a cabeça de vocês e liberaremos Jerusalém”, dizia uma das mensagens, publicada em árabe, hebraico e inglês.

Quase por unanimidade, a comunidade internacional se opôs a decisão de Trump, alegando que ela prejudica as negociações de paz que preveem a solução de dois Estados. O primeiro-ministro da Bélgica, Charles Michel, comentou que “condena” o gesto do republicano, enquanto o premier tunisiano, Youssef Chahed, definiu a atitude de Trump como “um duro golpe” aos palestinos.

A Rússia, que atua em operações militares no Oriente Médio, comentou que a mudança da embaixada “desata preocupações”.

”Acreditamos que essa escolha não ajude o processo de paz. Na realidade, como podemos ver, está provocando uma divisão na comunidade internacional”, afirmou o porta-voz do Cremlin, Dmitry Peskov.

A União Europeia (UE) e o Reino Unido confirmaram desacordo com a decisão de Trump, ressaltando ser favorável à criação de dois Estados na região. Países árabes, mesmos os adversários Irã e Arábia Saudita, uniram-se contra a decisão de Trump. Paquistão, Qatar, Iraque e outras nações também demonstraram descontentamento.

 

*Com informações da fonte: O Globo

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