A empresa Meta, responsável por redes sociais como Facebook, Instagram e Threads, bloqueou mais de 500 mil contas na Austrália […]

Meta bloqueia mais de 500 mil contas após nova lei de redes sociais na Austrália
A empresa Meta, responsável por redes sociais como Facebook, Instagram e Threads, bloqueou mais de 500 mil contas na Austrália nos primeiros dias de vigência da nova lei que proíbe o uso de redes sociais por menores de 16 anos no país. A informação foi divulgada pela própria companhia.
Segundo a Meta, entre os dias 4 e 11 de dezembro de 2025, foram bloqueadas 330.639 contas no Instagram, 173.497 no Facebook e 39.916 no Threads, totalizando cerca de 550 mil perfis suspensos por descumprimento da nova regra.
Primeira lei do tipo no mundo
A legislação entrou em vigor em 10 de dezembro de 2025 e tornou a Austrália o primeiro país do mundo a implementar uma proibição nacional ao uso de redes sociais por menores de 16 anos. A regra vale para plataformas como Instagram, Facebook, TikTok, YouTube e outras, sem exceções — mesmo com autorização dos pais.
O governo australiano afirma que a medida tem como objetivo proteger a saúde mental e o bem-estar de crianças e adolescentes, reduzindo a exposição a conteúdos nocivos e aos efeitos negativos do uso excessivo das redes.
Críticas da Meta
A Meta criticou a legislação e afirmou que uma proibição geral pode não ser a forma mais eficaz de garantir a segurança dos jovens na internet. A empresa defende que a verificação de idade seja feita pelas lojas de aplicativos, como a App Store e o Google Play, o que permitiria uma aplicação mais uniforme da regra.
A companhia também alertou que jovens ainda podem acessar conteúdos sem login em algumas plataformas, o que, segundo a Meta, pode limitar o impacto da lei.
Multas e fiscalização
As empresas que não cumprirem a legislação podem ser multadas em até 49,5 milhões de dólares australianos, valor equivalente a cerca de 33 milhões de dólares americanos. As autoridades australianas afirmam que a fiscalização será contínua.
Apesar das críticas, a nova lei conta com forte apoio da população, especialmente de pais e educadores, e vem sendo observada por outros países que discutem medidas semelhantes para regular o acesso de jovens às redes sociais.
