O Banco Inter registrou lucro recorde de R$ 395 milhões no primeiro trimestre deste ano, alta de 38% em relação […]

(Imagem: Banco Inter)

Lucro recorde não impede queda: ações do Inter despencam 15% após balanço

O Banco Inter registrou lucro recorde de R$ 395 milhões no primeiro trimestre deste ano, alta de 38% em relação ao mesmo período anterior, além de alcançar a marca de 44 milhões de clientes. Apesar dos números positivos, o mercado reagiu negativamente: as ações da fintech caíram 15% na Nasdaq, na maior desvalorização em três anos.

A queda foi motivada por sinais de alerta identificados por investidores nos detalhes do balanço. Um dos principais pontos foi o aumento da inadimplência, com dívidas em atraso acima de 90 dias chegando a 5,1%, ante 4,6% há um ano. O dado levanta preocupação sobre o ritmo acelerado de expansão da carteira de crédito, principalmente em produtos como cartão e consignado privado, que podem elevar o risco de calotes.

Outro fator que pesou foi o retorno sobre o patrimônio líquido (ROE), que ficou em 15,5%. Embora positivo, o índice ainda está abaixo do patamar superior a 20% registrado por bancos tradicionais como Itaú Unibanco e Bradesco, o que, na avaliação do mercado, não compensa totalmente o risco da operação.

Além disso, analistas destacam a crescente dependência do Inter das receitas com crédito. Enquanto a receita com juros avançou 38%, as receitas de serviços — consideradas estratégicas para diversificação — cresceram apenas 7,9%, abaixo das expectativas.

Na leitura de especialistas, o banco ainda busca consolidar seu posicionamento no setor financeiro. Hoje, enfrenta concorrência direta de plataformas como PicPay, mais agressiva em custos, e Nubank, que se destaca como referência premium no segmento digital.

(*)Baseado em informações de The News

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