O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembolsou cerca de R$ 2 milhões, desde 2025, para a contratação […]

Levantamento aponta cachês de até R$ 470 mil e aumento do uso de redes sociais na publicidade oficial (Foto: Ricardo Stuckert)

Governo Lula paga R$ 2 milhões a influenciadores e artistas para campanhas

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembolsou cerca de R$ 2 milhões, desde 2025, para a contratação de influenciadores digitais e artistas em campanhas institucionais. Os dados foram obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação e revelam uma estratégia crescente de comunicação voltada às redes sociais.

Os pagamentos foram realizados pela Secretaria de Comunicação Social (Secom), que passou a ampliar o uso de plataformas digitais como principal canal de divulgação das ações governamentais. Ao todo, pelo menos 55 influenciadores receberam valores que variam de R$ 1 mil a R$ 124,9 mil para participar de peças publicitárias ou divulgar programas oficiais.

Entre os maiores cachês estão os da atriz Dira Paes, que recebeu cerca de R$ 470 mil por uma campanha ligada ao programa Celular Seguro, e do carnavalesco Milton Cunha, contratado por aproximadamente R$ 310 mil para divulgar ações do Ministério da Saúde.

Além dos nomes pagos diretamente, outros participantes apareceram em campanhas por meio de contratos com agências ou parcerias com plataformas digitais. Um dos casos citados é o do apresentador João Kleber, que participou de ação publicitária vinculada a empresas contratadas pelo governo.

A Secom justificou a estratégia afirmando que a escolha por influenciadores acompanha a mudança no comportamento do público, com maior consumo de conteúdo nas redes sociais e alto engajamento com esse tipo de comunicação.

Os dados também indicam uma mudança no direcionamento da verba publicitária federal. Em 2025, cerca de 30% dos recursos foram destinados a meios digitais, superando os percentuais de gestões anteriores.

O uso de influenciadores em campanhas públicas não é exclusivo do atual governo, mas o volume recente chama atenção por superar valores registrados em administrações anteriores, refletindo uma aposta mais intensa no alcance e na capilaridade das redes sociais.

A estratégia reacende o debate sobre transparência, critérios de contratação e a eficácia desse tipo de investimento na comunicação institucional, em um cenário onde a disputa por atenção do público está cada vez mais concentrada no ambiente digital.

(*) Texto produzido com base em informações Públicas.

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