Brasília – A equipe médica do hospital DF Star divulgou, na tarde desta sexta-feira (13), informações sobre o estado de […]

Bolsonaro é internado na UTI com pneumonia grave, dizem médicos
Brasília – A equipe médica do hospital DF Star divulgou, na tarde desta sexta-feira (13), informações sobre o estado de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) com broncopneumonia bacteriana bilateral. O quadro, de provável origem aspirativa, foi classificado pelos especialistas como extremamente grave.
Bolsonaro deu entrada na unidade após apresentar sintomas intensos, como febre alta, calafrios, sudorese excessiva e queda acentuada na saturação de oxigênio, que chegou a 80% — nível considerado crítico, já que o normal é acima de 95%. No momento da admissão, a pressão arterial estava em 9 por 5.
Segundo os médicos, a rapidez no atendimento foi fundamental para evitar um agravamento imediato do quadro. “Isso mostra que uma infecção estava se iniciando com critérios de gravidade. O fato de ter atendido muito rápido fez toda a diferença”, afirmou um integrante da equipe multidisciplinar.
O cirurgião Cláudio Birolini destacou que a situação exige atenção e não deve ser subestimada. De acordo com ele, a pneumonia aspirativa — quando substâncias como alimentos ou saliva entram nos pulmões — pode evoluir rapidamente para insuficiência respiratória.
“Estamos lidando com uma situação bastante crítica, indesejável e que realmente põe em risco a vida do paciente. O risco de um evento potencialmente mortal surge nessas circunstâncias”, alertou o médico.
Tratamento e monitoramento
Apesar da gravidade, o boletim médico informa que, no momento, o quadro do ex-presidente é considerado estável dentro das condições da UTI. O tratamento inclui antibioticoterapia venosa para combater a infecção bacteriana nos pulmões, suporte clínico não invasivo para auxiliar a função respiratória e monitoramento contínuo dos sinais vitais e da resposta inflamatória.
Um novo boletim médico deve ser divulgado nas próximas 24 horas para atualizar a evolução do quadro clínico.
(*)Fonte: CNN Brasil
