Neste ano, a política americana ganhou um novo combustível: dinheiro privado. Não o do lobby tradicional, mas da própria elite […]

Bilionários financiam projetos de Trump e ganham poder político nos EUA
Neste ano, a política americana ganhou um novo combustível: dinheiro privado. Não o do lobby tradicional, mas da própria elite bilionária, que se tornou um braço informal do governo Trump.
O fenômeno é simples e poderoso: eles financiam projetos que o Estado não quer — ou não consegue bancar — e, em troca, obtêm acesso, visibilidade e influência política raramente disponíveis.
Michael Dell, por exemplo, doou US$ 6,25 bilhões para criar as Trump Accounts, espécie de poupança infantil de US$ 250 que o presidente queria implementar, mas não tinha apoio do Congresso. Timothy Mellon investiu US$ 130 milhões para manter salários de tropas durante o recente shutdown do governo.
Grandes marcas e bilionários também custearam a posse mais cara de um presidente americano da história, US$ 245 milhões, além do novo salão de baile da Casa Branca, estimado em US$ 300 milhões.
Trump defende essas ações como “patriotismo”, enquanto críticos alertam para o risco de um governo que responde mais aos doadores do que ao povo. Muitas vezes, receber essas doações significa ceder a medidas como cortes de impostos ou aprovação de pautas favoráveis às empresas dos doadores, configurando uma espécie de lobby informal.
No fim das contas, muitos bilionários americanos se tornaram novas figuras políticas: sem mandato, sem voto, mas com a moeda que governa a maior potência global.
(*)Fonte: The News
