Distrito Federal – Dois bebês do Distrito Federal foram diagnosticados com problemas de saúde após consumirem fórmulas infantis pertencentes a […]

Foto: Dragana Photography/iStock

Bebês passam mal após consumo de fórmulas infantis no DF

Distrito Federal – Dois bebês do Distrito Federal foram diagnosticados com problemas de saúde após consumirem fórmulas infantis pertencentes a lotes considerados impróprios para consumo. A informação foi confirmada pela Secretaria de Saúde do DF (SES-DF) na tarde de terça-feira (13).

Segundo a pasta, as crianças, com cerca de um ano de idade, apresentaram vômitos frequentes e episódios de diarreia após ingerirem o produto. A contaminação está associada a fórmulas incluídas na lista de lotes afetados divulgada pela Nestlé.

Assim que a origem do problema foi identificada, as famílias suspenderam imediatamente o uso da fórmula. A SES-DF informou que os bebês estão sendo acompanhados por equipes de saúde e apresentam boa evolução clínica.

De acordo com a diretora da Vigilância Sanitária do Distrito Federal, Márcia Olivé, os produtos consumidos pelas crianças foram adquiridos antes da determinação oficial de recolhimento.

Proibição e risco à saúde

No dia 7 de janeiro, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a venda, a distribuição e o uso de determinados lotes de fórmulas infantis das marcas Nestogeno, Nan Supreme Pro, Nanlac Supreme Pro, Nanlac Comfor, Nan Sensitive e Alfamino, fabricadas pela Nestlé Brasil Ltda.

A medida foi adotada de forma preventiva após a identificação do risco de contaminação por cereulide, uma toxina produzida pela bactéria Bacillus cereus.

Segundo a Anvisa, o consumo de alimentos contaminados por essa toxina pode causar vômitos persistentes, diarreia e letargia, caracterizada por sonolência excessiva, lentidão nos movimentos e dificuldade de reação.

Recolhimento dos produtos

A agência informou ainda que o fabricante iniciou o recolhimento voluntário dos lotes no Brasil e em outros países, após a detecção da toxina em produtos provenientes de uma fábrica localizada na Holanda.

A investigação apontou que a substância estava presente em um ingrediente fornecido por um fornecedor global terceirizado de óleos, o que motivou a adoção do recolhimento em escala mundial.

Em nota oficial, a Nestlé divulgou orientações aos consumidores sobre como identificar os lotes afetados e os canais de atendimento para devolução ou substituição dos produtos.

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