Os Estados Unidos estão testando um exoesqueleto portátil desenvolvido para permitir que soldados feridos consigam se deslocar durante operações militares, […]

(Foto: Divulgação/Centro de Excelência em Trauma e Amputação de Extremidades dos EUA)

EUA testam exoesqueleto para manter soldados em movimento após lesões

Os Estados Unidos estão testando um exoesqueleto portátil desenvolvido para permitir que soldados feridos consigam se deslocar durante operações militares, reduzindo a dependência de equipes de resgate em campo.

De acordo com o Business Insider, o equipamento foi projetado para auxiliar em casos de fraturas, rompimentos de ligamentos, torções graves e outras lesões nas pernas. O sistema sustenta parte do peso corporal, diminui o impacto sobre a área afetada e ajuda a aliviar a dor, evitando o agravamento do quadro durante o deslocamento.

Além de caminhar, o militar equipado pode deitar no solo e se levantar sem ajuda. O dispositivo é composto por uma estrutura que se fixa ao quadril e ao ombro, enquanto outra parte envolve a perna e o pé lesionados, funcionando como suporte de estabilização.

A portabilidade é um dos principais diferenciais. O exoesqueleto pode ser dobrado e transportado por soldados, equipes médicas e até por drones. Em testes recentes, o equipamento foi submetido a uma queda de 120 metros a partir de um drone de carga para avaliar sua resistência.

Segundo o Comando de Pesquisa e Desenvolvimento Médico do Exército dos EUA, o sistema, chamado IBEX, inclui estrutura lateral telescópica, arnês para sustentação do quadril, colete para a coxa, articulação de joelho, tala para fraturas na parte inferior da perna e uma bota ortopédica com sola curva. Quando dobrado, o conjunto atinge dimensões próximas às de uma garrafa de um litro, facilitando o transporte.

A tecnologia foi pensada especialmente para operações em regiões remotas ou de difícil acesso, onde fatores como distância, clima e terreno podem atrasar o resgate. O objetivo é evitar que lesões inicialmente controláveis evoluam para quadros mais graves devido à demora no atendimento.

 

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