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Trocas partidárias ampliam força da direita na Câmara
Brasil – O fim da janela partidária, período que permite a troca de legenda sem perda de mandato, redesenhou o equilíbrio de forças no Congresso Nacional. Encerrada na última sexta-feira, a movimentação registrou mais de 120 mudanças, envolvendo cerca de 25% dos deputados federais.
O principal destaque foi o crescimento de partidos alinhados à direita. O Partido Liberal teve 20 adesões e 7 saídas, saldo positivo de 13 parlamentares, alcançando a maior bancada da Câmara, com 100 deputados. A sigla é associada à família do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O Podemos também avançou, com saldo positivo de 9 parlamentares, após 13 entradas e duas saídas.
No Congresso, o tamanho das bancadas é determinante para o poder político. Partidos maiores têm mais acesso a recursos, maior tempo de propaganda e mais influência em comissões estratégicas, além de ampliar as chances eleitorais de seus integrantes.
O cenário também reflete a movimentação para as próximas eleições. O senador Flávio Bolsonaro aparece competitivo em pesquisas, em disputa direta com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Por outro lado, partidos do chamado Centrão registraram perdas. O União Brasil teve saldo negativo de 7 parlamentares, o PSD perdeu 4, e o MDB registrou redução de 6 deputados.
Mais do que alinhamento ideológico, especialistas apontam que as mudanças refletem estratégias eleitorais. A tendência indica que parlamentares buscam siglas com maior potencial competitivo, sinalizando uma possível inclinação do Congresso mais à direita nas próximas eleições.
(*)Baseado em informações de The News
