O rombo das empresas estatais federais atingiu R$ 4,1 bilhões nos dois primeiros meses do ano, o pior resultado para […]

Estatais acumulam prejuízo recorde de R$ 4,1 bilhões no início do ano
O rombo das empresas estatais federais atingiu R$ 4,1 bilhões nos dois primeiros meses do ano, o pior resultado para um primeiro bimestre desde o início da série histórica, em 2002. O valor supera com folga o recorde anterior, de R$ 1,36 bilhão registrado em 2024, e já se aproxima de quase todo o déficit acumulado ao longo de 2025, que foi de R$ 5,1 bilhões.
Os números não incluem grandes companhias como Petrobras e Banco do Brasil, mas abrangem estatais como Hemobrás, Infraero, Casa da Moeda do Brasil e, principalmente, os Correios, que lideram o cenário de prejuízos.
No ano passado, os Correios fecharam com déficit de R$ 9 bilhões e precisaram de um empréstimo de R$ 12 bilhões com garantia do Tesouro Nacional. Para 2026, a expectativa é de que a estatal necessite de mais R$ 8 bilhões para equilibrar as contas.
Na prática, o desempenho negativo dessas empresas pressiona as contas públicas, já que o governo precisa cobrir os prejuízos com recursos que poderiam ser destinados a áreas como saúde e educação. Com o setor público consolidado registrando déficit de R$ 16,4 bilhões até fevereiro, cresce a urgência por medidas de reestruturação nas estatais.
(*)Baseado em informações de The News
