Tapauá – O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) denunciou um professor acusado de estupro de vulnerável e outros […]

MP denuncia professor preso por estupro de alunos em Tapauá
Tapauá – O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) denunciou um professor acusado de estupro de vulnerável e outros crimes contra alunos entre 9 e 11 anos no município de Tapauá, no interior do estado. O suspeito já está preso e, segundo as investigações, teria se aproveitado da posição de confiança dentro da comunidade escolar para cometer os abusos.
De acordo com o inquérito policial, além dos atos libidinosos supostamente praticados contra as vítimas, o professor também teria exposto a saúde e a integridade física e psicológica dos estudantes a risco ao utilizar supostos métodos de correção disciplinar.
As suspeitas chegaram à rede municipal de proteção à criança e ao adolescente por meio do Projeto Gabriela, iniciativa voltada ao enfrentamento da violência sexual contra menores. Após a articulação inicial entre os órgãos de proteção, a denúncia foi encaminhada ao Ministério Público, que solicitou à Polícia Civil a abertura de investigação para apurar o caso.
Para evitar a revitimização das crianças, o MPAM pediu à Justiça a realização de depoimento especial das vítimas, com produção antecipada de provas. A medida segue as diretrizes da Lei nº 13.431/2017, que estabelece mecanismos de escuta protegida para crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência.
A Promotoria de Justiça também solicitou que a audiência seja marcada com urgência, garantindo que os depoimentos sejam realizados em ambiente adequado, com acompanhamento de equipe técnica especializada e seguindo os protocolos voltados à proteção da integridade psicológica das vítimas.
Além disso, o Ministério Público pediu que, ao final do processo, seja fixado na sentença um valor mínimo de indenização por danos morais e psicológicos para cada uma das vítimas.
Representante do MP no caso, a promotora de Justiça Maria Cynara Rodrigues Cavalcante destacou a importância da atuação conjunta das instituições no enfrentamento desse tipo de crime.
“No caso específico, que envolveu o ambiente escolar, a atuação articulada da rede de proteção foi fundamental para garantir a proteção das vítimas e evitar a continuação das prática delitivas”, afirmou.
(*)Fonte: D24Am
