A suspeita identificada como autora de um tiroteio em massa no Canadá manteve conversas perturbadoras com o ChatGPT meses antes […]

Autora de ataque a tiros conversava com o ChatGPT, mas OpenAI não alertou a polícia
A suspeita identificada como autora de um tiroteio em massa no Canadá manteve conversas perturbadoras com o ChatGPT meses antes do incidente, segundo fontes ouvidas pelo Wall Street Journal. O sistema de análise da plataforma foi acionado e, mesmo após revisão humana, a OpenAI decidiu não contactar as autoridades.
A atiradora, Jesse Van Rootselaar, teria descrito cenários de violência envolvendo ataques a tiros ao longo de vários dias em interações com a inteligência artificial em meados de junho de 2025. De acordo com os informantes, o teor das mensagens levou o sistema automatizado a classificar a conta como suspeita.
O alerta foi encaminhado a funcionários da OpenAI e cerca de 12 colaboradores discutiram internamente se deveriam tomar alguma medida adicional. Parte da equipe interpretou as mensagens como indicativo de potencial violência real e defendeu a notificação das autoridades canadenses. No entanto, a liderança da empresa optou por não fazer o contato.
Em nota ao WSJ, um porta-voz da OpenAI afirmou que a conta de Van Rootselaar foi banida, mas que, após análise, a companhia concluiu que o caso não atendia aos critérios para denúncia formal às autoridades.
O ataque cometido pela usuário do ChatGPT ocorreu em 10 de fevereiro deste ano, na cidade de Tumbler Ridge, em Colúmbia Britânica, no oeste do Canadá. O tiroteio deixou 25 pessoas feridas e 10 mortas, incluindo a própria autora dos disparos.
Conversas do ChatGPT são monitoradas
As interações mantidas com o ChatGPT são monitoradas por um sistema automatizado de denúncias ao menos desde agosto de 2025. Segundo a OpenAI, quando há indícios de que um usuário pretende machucar outras pessoas, as conversas são encaminhadas para uma equipe especializada.
A companhia acrescenta que, caso revisores humanos concluam que há risco iminente de grave lesão física a terceiros, o caso pode ser encaminhado à polícia. Não está claro, porém, o que levou a gerência da OpenAI a optar por não reportar as interações de Van Rootselaar, apesar das discussões internas.
Comunicado da OpenAI
Segundo o porta-voz, após o ataque a empresa entrou em contato com a polícia canadense para colaborar com as investigações. “Nossos sentimentos estão todos com os afetados pela tragédia de Tumbler Ridge”, afirmou a OpenAI em comunicado.
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(*) A informação foi divulgada inicialmente pelo site Tecmundo.
