A Nike decidiu apostar na nostalgia às vésperas da Copa do Mundo ao relançar a icônica linha Total 90, que […]

Nike aposta na nostalgia, mas enfrenta disputa por marca
A Nike decidiu apostar na nostalgia às vésperas da Copa do Mundo ao relançar a icônica linha Total 90, que marcou época nos anos 2000 e estrelou campanhas memoráveis com lendas do futebol como Ronaldinho, Luís Figo e Thierry Henry. O retorno da linha faz parte da estratégia da gigante esportiva para ganhar força no principal evento do marketing esportivo global e competir diretamente com a rival Adidas neste ciclo do futebol mundial.
No entanto, a aposta esbarrou em um problema jurídico relevante. A Nike deixou o registro da marca Total 90 expirar nos Estados Unidos e, em 2019, um técnico americano de futebol de base registrou o nome — sem o espaço entre as letras e os números, “Total90” — e lançou sua própria linha de roupas e calçados usando a mesma denominação. A situação se agravou quando, após sugerir uma parceria, o técnico entrou com um processo contra a Nike por violação de marca.
A disputa judicial ocorre em um momento sensível para a empresa, já que campanhas globais, produtos licenciados e ações promocionais ligadas à Copa do Mundo estão em andamento. Embora a Nike tenha obtido uma vitória inicial no tribunal, o caso ainda não foi encerrado, mantendo um cenário de incerteza jurídica.
O impasse vai além de uma simples questão legal. A Copa do Mundo é considerada o maior palco de exposição para marcas esportivas, e a linha Total 90 é um dos pilares da estratégia da Nike para recuperar protagonismo no futebol. Qualquer limitação no uso da marca pode comprometer ações de marketing, lançamentos e ativações planejadas para o torneio, transformando a nostalgia — que deveria ser vantagem — em um risco estratégico significativo.
(*)The News
