Coreia do Norte – Um relatório do Serviço de Pesquisa do Congresso dos Estados Unidos, divulgado na última sexta-feira (23), […]

Coreia do Norte amplia arsenal nuclear e já pode produzir até 90 ogivas, aponta relatório dos EUA
Coreia do Norte – Um relatório do Serviço de Pesquisa do Congresso dos Estados Unidos, divulgado na última sexta-feira (23), aponta que a Coreia do Norte segue expandindo seus programas de armas nucleares e mísseis balísticos, mesmo sob sanções da ONU e tentativas diplomáticas de contenção. A estimativa atual indica que o regime de Kim Jong-un pode já ter material físsil suficiente para fabricar até 90 ogivas nucleares. Em maio, um relatório da Agência de Inteligência de Defesa dos EUA já havia alertado que o país asiático estava produzindo plutônio e urânio altamente enriquecido em larga escala.
Desde 2021, o governo norte-coreano tem executado um plano de defesa de cinco anos com foco no desenvolvimento de armas nucleares táticas – ogivas menores, mais leves e de uso mais variado. Em 2023, o país exibiu publicamente novos sistemas compatíveis com mísseis balísticos, reforçando sua estratégia de dissuasão. Apesar de Kim Jong-un ter declarado o fim dos testes nucleares em 2018, agências internacionais relataram que os túneis do centro de testes Punggye-ri foram restaurados em 2022, indicando preparação para um sétimo teste. Além disso, uma lei aprovada naquele ano ampliou as condições para uso preventivo de armas nucleares.
O avanço inclui ainda o teste, em 2024, do míssil intercontinental Hwasong-19, com capacidade para múltiplas ogivas independentes (MIRV), além de progressos em modelos de curto e médio alcance como o Pukguksong-2 e o KN-23. Frente a essas ameaças, Coreia do Sul e Estados Unidos intensificaram seus exercícios militares conjuntos e criaram o Grupo Consultivo Nuclear para reforçar a estratégia de dissuasão. A Revisão da Postura Nuclear de 2022, elaborada durante o governo Biden, deixou claro: qualquer ataque nuclear norte-coreano contra os EUA ou aliados resultaria no “fim do regime” de Kim Jong-un.
