Na última quinta-feira (19), a Warner Bros. Discovery rejeitou mais uma investida da Paramount Skydance. Mas, desta vez, não foi […]

(Imagem: Brendan Lynch | Axios)

Warner coloca Paramount contra o relógio em disputa bilionária

Na última quinta-feira (19), a Warner Bros. Discovery rejeitou mais uma investida da Paramount Skydance. Mas, desta vez, não foi um “não” definitivo — foi mais um “se é isso mesmo que você quer, essa é sua última chance”.

A Warner abriu uma janela de 7 dias para que a Paramount apresente sua proposta “best and final”. E tem um detalhe importante: qualquer novo movimento precisa vir com o aval da Netflix, que já tem um acordo em andamento com a companhia.

Antes de seguir, vale recapitular como essa disputa virou uma verdadeira guerra bilionária:

Capítulos anteriores:

  • 05/12/2025: A Warner sinaliza que aceitou a oferta de US$ 82,7 bilhões da Netflix por seus estúdios e operação de streaming.
  • 08/12/2025: A Paramount reage com uma oferta hostil de US$ 108,4 bilhões para adquirir 100% da Warner, falando diretamente com os acionistas.
  • 12/01/2026: Após sucessivas negativas, a Paramount decide processar a Warner.
  • Fev/2026: A Paramount indica que pode elevar a proposta para US$ 31 por ação — ou mais — se as negociações forem reabertas.

Desde então, a Paramount tem aumentado a pressão em todas as frentes: intensificou o lobby junto a reguladores e passou a defender aos acionistas que sua proposta tem maior probabilidade de aprovação e menos obstáculos jurídicos.

Ao mesmo tempo, tanto a Paramount quanto a Netflix já sinalizaram disposição para melhorar suas ofertas — mas com cautela. Nenhuma das duas quer pagar caro demais e acabar transformando uma aquisição estratégica em um problema financeiro.

O motivo de tanta disputa é claro: o que está em jogo é uma das bibliotecas mais valiosas da indústria do entretenimento.

A Warner controla franquias globais como Harry Potter, Friends e Batman — ativos que continuam gerando receita por décadas e funcionam como combustível para streaming, cinema, licenciamento e novos produtos.

Em um mercado onde escala e propriedade intelectual viraram as moedas mais valiosas, quem vencer essa disputa não estará apenas comprando um estúdio — estará garantindo relevância no futuro do entretenimento.

O próximo capítulo já tem data marcada: o conselho da Warner deve se reunir em 20 de março para votar o destino da companhia. Se a Paramount vencer, a Netflix ainda terá o direito de cobrir a oferta e manter o acordo atual.

Ou seja, a decisão final pode não ser o fim da disputa — apenas o início do último round.

(*)The News

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