A divisão de inteligência artificial da empresa Niantic está utilizando um vasto acervo de dados coletados ao longo dos anos […]

(Imagem: Divulgação/Pokémon Go)

Você jogou Pokémon Go e pode ter trabalhado de graça para treinar robôs

A divisão de inteligência artificial da empresa Niantic está utilizando um vasto acervo de dados coletados ao longo dos anos — incluindo interações de jogos como Pokémon Go — para desenvolver um chamado “modelo de mundo”, com o objetivo de permitir que robôs de entrega naveguem pelas cidades sem depender de GPS. A proposta é que essas máquinas consigam se orientar com base em uma leitura detalhada do ambiente, semelhante à percepção humana.

O ponto curioso é que boa parte dessas informações foi gerada pelos próprios usuários ao longo do tempo, o que levanta questionamentos sobre o uso indireto desses dados. Na prática, o avanço indica uma mudança silenciosa: estamos saindo dos mapas pensados para pessoas e entrando na era dos mapas feitos para máquinas.

Para circular com segurança nas ruas, os robôs precisam identificar obstáculos, pessoas e situações do cotidiano. Por isso, a empresa aposta em um sistema de “mapa vivo”, que se atualiza constantemente a partir dos próprios dispositivos em operação.

A ideia é que, enquanto se deslocam, os robôs coletem novos dados e imagens, alimentando uma simulação virtual cada vez mais precisa das cidades, capaz de evoluir em tempo real.

(*)Baseado em reportagem de Niantic

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