Por Moisés Lopes Iranduba tem um coração que bate no ritmo da cultura popular. Em cada canto deste município, há […]

Fotos: Michael Dantas

Valorizar os artistas de Iranduba e do Amazonas é preservar quem somos

Por Moisés Lopes

Iranduba tem um coração que bate no ritmo da cultura popular. Em cada canto deste município, há talento, criatividade e resistência cultural. É por isso que, como secretário de Cultura, faço um chamado necessário: precisamos valorizar ainda mais nossos artistas locais — em Iranduba, no Amazonas e em toda a Amazônia.

Falo de nomes que carregam a alma do nosso povo em suas obras, como o jovem Jeferson Rodrigues, artesão da comunidade de Tumbira, que transforma elementos da floresta em arte sustentável. Ou como Douglas Souza, filho de Iranduba e levantador de toadas, que mantém vivo o boi-bumbá com o grupo Boiúna, resgatando lendas e tradições que moldam nossa identidade.

Temos ainda o trabalho belíssimo de mulheres artesãs que criam biojoias com sementes da floresta, recentemente exibidas na galeria Etnia Art & Souvenirs, em Manaus. Essas mãos, que moldam arte e dignidade, são verdadeiros pilares da nossa cultura.

Grupo Folclórico Boi-Bumbá Boiuna.

Não se trata apenas de celebrar talentos. Trata-se de preservar a nossa história, impulsionar a economia criativa, garantir visibilidade para quem tanto faz com tão pouco apoio. A cultura é também ferramenta de educação, cidadania e transformação social.

Projetos como oficinas, festivais e apresentações folclóricas não são “gastos”, mas investimentos que devolvem autoestima à população e movimentam a cidade. Cada palco montado, cada exposição realizada, cada roda de conversa sobre tradição é um passo firme rumo ao fortalecimento do que somos.

Artesãos de Iranduba em exposição de biojoias na galeria Etnia Art & Souvenirs.

O povo de Iranduba tem o que contar. E os artistas da nossa terra são os que melhor contam essas histórias. Que eles tenham o espaço, o respeito e os incentivos que merecem.

Cultura não é luxo, é raiz. E quem não valoriza a própria raiz, perde o chão.

*Moisés Lopes é Bacharel em Direito e Secretário Municipal de Cultura da cidade de Iranduba.

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