Manaus – Um áudio vazado revelou o relato de Flávio, sobrevivente e única testemunha do acidente que matou três pessoas […]

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Testemunha relata momentos de desespero em acidente no Lago do Acajatuba

Manaus – Um áudio vazado revelou o relato de Flávio, sobrevivente e única testemunha do acidente que matou três pessoas no Lago do Acajatuba, em Iranduba (a 27 quilômetros de Manaus). Ele estava ao lado de Robson Tiradentes no momento da colisão.

Na gravação, Flávio conversa com uma mulher que o incentiva a se pronunciar para ajudar nas investigações. O sobrevivente afirma lembrar apenas do impacto:
“Quando bateu, eu voei e fui pro fundo. Quando voltei, vi só o Robson e o Giovani gritando pelo filho. Eu estava completamente perdido.”

Ele também contou que estava sem colete salva-vidas no momento do acidente, mas ressaltou que não conseguiria afirmar se a proteção teria evitado a tragédia. “Eu não vou dizer que eles estavam errados ou que nós estávamos certos. Não lembro de velocidade, não deu tempo de ver nada.”

A reportagem entrou em contato com a Marinha do Brasil, mas até o fechamento não obteve retorno. A Polícia Civil do Amazonas informou que, por enquanto, apenas a vítima sobrevivente que estava na lancha foi ouvida. Robson Tiradentes, que segue internado no Hospital Adventista, será ouvido em momento oportuno. O outro sobrevivente, que acompanhava o piloto da moto náutica, ainda não prestou depoimento.

Também não há informações sobre exames toxicológicos nem sobre o laudo oficial das causas das mortes, solicitado à Secretaria de Segurança Pública do Amazonas.

A tragédia

O acidente ocorreu no domingo (21). A moto aquática pilotada por Robson Tiradentes, irmão do jornalista Ronaldo Tiradentes, colidiu com uma lancha de alumínio, causando a morte de Pedro Batista da Silva, 42 anos, Marcileia Silva Lima, 37, e o filho dela, Jhon da Silva Gonzaga, de apenas cinco meses.

Segundo o Instituto Médico Legal, as mortes foram provocadas por afogamento após o impacto. O pai da criança, identificado como Jovane, sobreviveu, mas ficou ferido e em estado de choque.

A moto aquática envolvida, avaliada em mais de R$ 140 mil, pode atingir até 108 km/h e não é recomendada para iniciantes, já que foi projetada para alta performance em águas calmas e competições.

(*) Com informações: D24Am

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