João Lucas da Silva Alves, conhecido como “Lucas Picolé”, foi novamente detido no município de Iranduba, no interior do Amazonas, […]

Foto: Divulgação

Suspeito de golpes com rifas na internet, ‘Lucas Picolé’ volta a ser preso no AM

João Lucas da Silva Alves, conhecido como “Lucas Picolé”, foi novamente detido no município de Iranduba, no interior do Amazonas, nesta quarta-feira (24). Segundo a Polícia Civil, ele é suspeito de participar de um sofisticado esquema de fraude envolvendo a venda de rifas pela internet.

Além de “Lucas Picolé”, Enzo Felipe da Silva Oliveira, de 24 anos, apelidado de “Mano Queixo”, já haviam sido presos durante a “Operação Dracma” em 2023, que também resultou na detenção de Isabelly Aurora. A influencer deixou a prisão em outubro, enquanto os outros dois obtiveram liberdade em dezembro.

O delegado titular do 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP), Cícero Túlio, confirmou a prisão de “Lucas Picolé”. Segundo ele, a nova detenção ocorreu devido ao flagrante descumprimento das medidas cautelares estabelecidas pela Juíza da 4ª Vara Criminal quando concedeu a liberdade provisória, conforme minuciosamente apurado pela polícia.

Conforme detalhado pelo delegado, “Lucas Picolé” estaria utilizando uma nova e ampla rede social com mais de 80 mil seguidores para promover sofisticados sorteios e realizar postagens persuasivas sobre rifas.

“Em uma de suas postagens mais recentes, ‘Lucas Picolé’ teria anunciado o ganhador de um veículo que foi apreendido durante uma das fases da Operação Dracma”, relatou o delegado.

Cícero Túlio detalhou que a prisão ocorreu em um cenário paradisíaco em um balneário no município de Iranduba, e um dos destemidos policiais teve que empregar suas habilidades aquáticas, nadando para capturar o suspeito, que tentava escapar habilidosamente pelo leito do majestoso Rio Negro.

Sobre a Operação Dracma, em agosto de 2023, a Polícia Civil do Amazonas concluiu o Inquérito Policial (IP) que investigou a venda ilegal de rifas, indiciando oito pessoas por 11 crimes distintos. A investigação resultou na magistral execução da Operação Dracma, dividida em duas fases, deflagradas nos dias 29 de junho e 5 de julho.

Segundo Cícero Túlio, o maestro das investigações, durante as meticulosas ações policiais, mais de uma tonelada de produtos de vestuário falsificados foi apreendida, revelando a extensão da trama criminosa. Adicionalmente, dez veículos, incluindo uma motocicleta adulterada, foram apreendidos, evidenciando o luxuoso estilo de vida adotado pelos criminosos. Durante as diligências, foram encontradas 175 unidades de drogas sintéticas (LSD) e munições de fuzil, destacando a periculosidade do grupo.

As investigações concluíram que “Lucas Picolé” e “Mano Queixo” não se limitavam à fraude com rifas, envolvendo-se também na perigosa negociação de armas de fogo e munições, além de participarem ativamente do tráfico de drogas sintéticas, revelando a complexidade e gravidade das atividades criminosas do grupo.

Deixe um comentário