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Secretarias de governo e município se reúnem para elaborar plano de remoção dos flutuantes em Manaus

As secretarias de Governo do Amazonas e da Prefeitura de Manaus se reuniram para elaborar um plano logístico de remoção dos mais de 900 flutuantes, localizados na bacia do Lago Tarumã, nesta sexta-feira (22), no Centro de Cooperação da Cidade (CCC).

O titular da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semmas), Antônio Stroski, falou sobre as alternativas e estruturas que serão usadas entre os entes municipais e estaduais para executar a decisão judicial de dezembro do ano passado.

“O que nós estamos discutindo é o cumprimento da decisão da justiça. Quando nós cumprimos a etapa ano passado, da notificação dos flutuantes, nós conseguimos naquele momento, também ver um perfil dos flutuantes, por categoria das atividades que são desenvolvidas ali. Também há uma preocupação em questão social pois existem famílias que moram efetivamente lá e nós não perdemos de vista também a questão da atividade econômica, da relevância disso para o turismo”, explicou.

Segundo Strosky há uma preocupação da gestão municipal com o Lago Tarumã e toda a bacia hidrográfica.

“Tanto é que nós vamos sim [a retirada dos flutuantes] e intensificar uma atuação na gestão de recursos hídricos, não só do Tarumã. Nós vamos, inclusive, anunciar projetos bem para a cidade de Manaus já nós próximos dois meses”, adiantou.

A Marinha do Brasil e o Batalhão Ambiental da Polícia Militar do Amazonas (BAPM-AM) estiveram presentes na reunião, que contou com a participação de outras secretárias municipais. A ausência do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) foi questionada e Antônio afirmou que a pasta ambiental do estado já possui um contato direto com a Semmas, anterior a decisão de remoção dos flutuantes.

“Temos uma interlocução com eles, trocamos informações. Na verdade, o diálogo com o Ipaam começou bem antes mesmo da decisão do ano passado”, completou Stroski.

Sobre um piloto ou guia inicial da remoção, o secretário de meio ambiente municipal afirmou que ainda deve ampliar os debates nos próximos dias e que a pasta vai cumprir os prazos estipulados pela justiça. “E quando nós tivermos assim, digamos, mais definido o trabalho, faremos a comunicação”.

Origem

Após a publicação da matéria de A Crítica sobre o pedido da Prefeitura de Manaus para incluir o Governo do Amazonas no processo de retirada dos flutuantes do Tarumã, o estado informou na última terça-feira (20), que estaria à disposição, caso seja acionado pela Justiça do Amazonas.

Por meio de nota enviada à reportagem, a entidade afirmou que deve colaborar com a iniciativa, oriunda de pedido feito pelo Ministério Público do Amazonas (MP-AM) na última quinta-feira (15), que solicitava a aplicação de multa de R$ 15 milhões à Prefeitura de Manaus por descumprimento da decisão judicial que ordenou, no dia 31 de dezembro de 2023, a retirada de flutuantes do Tarumã-Açu, localizados Zona Oeste de Manaus.

“O governo do Amazonas informa que, caso seja acionado, está à disposição para auxiliar o trabalho da Prefeitura Municipal de Manaus”, diz nota.

A resposta surge em meio do pedido de ajuda da Prefeitura, que citou a perda de ICMS para pedir anulação da multa milionária em recurso impetrado à Justiça do Amazonas nesta segunda-feira (19).

O documento assinado pelo Procurador Geral do Município, Thiago Calandrini de Oliveira dos Anjos, o órgão cita com uma matéria jornalística, a perda de arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS), como uma das razões que impedem o município de arcar com a multa de R$15 milhões, imposta pela Justiça, além de alegar que não consegue atuar isoladamente na resolução do caso.

Também no pedido, a Prefeitura requer a ajuda de órgão estaduais como o Instituto de Proteção do Meio Ambiente do Amazonas (Ipaam), Defesa Civil e a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), para atuar em um plano de ação conjunto,  para remover os 900 flutuantes da região, “para resguardar a segurança dos seus servidores no momento da retirada”.

Fonte: A Crítica

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