Protestos contra a inflação de cerca de 40% e o regime do aiatolá Ali Khamenei se espalham pelo Irã há […]

(Imagem: @FoxNews)

Repressão a protestos no Irã deixa centenas de mortos e eleva tensão internacional

Protestos contra a inflação de cerca de 40% e o regime do aiatolá Ali Khamenei se espalham pelo Irã há pelo menos duas semanas, mas a situação se agravou de forma significativa nas últimas horas, com denúncias de repressão violenta por parte das forças de segurança.

Organizações de direitos humanos afirmam que agentes do Estado têm atirado diretamente contra manifestantes. Até o momento, são contabilizadas 538 mortes, sendo 490 civis e 48 policiais, além de mais de 10,6 mil pessoas presas em todo o país.

Desde quinta-feira, o governo iraniano cortou o acesso à internet, o que dificulta a verificação independente das informações e levanta suspeitas de que o número real de mortos possa ser ainda maior. Há relatos de corpos amontoados em hospitais e denúncias de um massacre em andamento.

Dentro e fora do Irã, manifestantes passaram a erguer a antiga bandeira do país, símbolo da monarquia derrubada pela Revolução Islâmica de 1979. A imagem se tornou um sinal da rejeição crescente ao atual regime.

Diante da escalada de violência, os Estados Unidos discutem possíveis medidas nas próximas horas. No fim de semana, o secretário de Estado norte-americano conversou com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, sobre eventuais intervenções. Jornais israelenses indicam que uma operação americana estaria sendo considerada, embora sem detalhes sobre quando ou como ocorreria.

Na noite de domingo, o ex-presidente Donald Trump afirmou que o Irã “cruzou a linha vermelha” e declarou que opções “muito fortes” estão sendo avaliadas. Em resposta, o presidente iraniano Masoud Pezeshkian acusou os manifestantes de ligação com “terroristas” e ameaçou atacar Israel e bases americanas caso haja ação militar dos EUA. Horas depois, ele publicou uma charge retratando Trump como um sarcófago em ruínas.

(*)The News

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