Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, é citado como tendo atuado como assessor e consultor do Grupo Fictor, […]

Reportagem cita Lulinha em ligação com grupo investigado pela PF
Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, é citado como tendo atuado como assessor e consultor do Grupo Fictor, empresa que anunciou a compra do Banco Master poucas horas antes de o Banco Central decretar a liquidação da instituição.
A informação foi revelada pela Folha de S.Paulo, com base no relato de duas pessoas que trabalharam na empresa. Segundo as fontes, Lulinha teria adotado medidas para evitar exposição, como restringir visitas aos escritórios, embora tenha sido visto no local no ano passado.
O caso ganha relevância após operação da Polícia Federal realizada nesta quarta-feira (25/03), que teve como alvos o CEO e um ex-sócio do Grupo Fictor. A investigação apura suspeitas de fraudes bancárias que podem ultrapassar R$ 500 milhões contra a Caixa Econômica Federal.
De acordo com as apurações, mensagens indicam que executivos do grupo teriam solicitado movimentações financeiras por meio de empresas de fachada ligadas a um operador conhecido como “Ralado”, apontado como responsável pelo núcleo financeiro associado ao Comando Vermelho.
Segundo as fontes ouvidas pela reportagem, Lulinha teria sido contratado para atuar como consultor, com a função de aproximar a empresa e seus executivos de integrantes do governo federal. Essa atuação, ainda conforme os relatos, teria contribuído para que o ex-sócio do grupo, Luiz Rubini, obtivesse acesso a espaços institucionais em Brasília.
Entre esses acessos estariam a participação no Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, conhecido como “Conselhão”, e a integração ao Grupo Parlamentar de Relacionamento com o Brics no Senado.
Procurada, a defesa de Lulinha confirmou que ele conhece Luiz Rubini, mas negou qualquer vínculo profissional com o Grupo Fictor ou com o ex-sócio. O advogado também afirmou que Lulinha reside na Espanha desde 2024.
Créditos: Redação / Folha de S.Paulo / Polícia Federal
