A Raízen, joint venture entre Cosan e Shell e uma das maiores empresas do setor de energia no Brasil, avalia […]

(Imagem: Daniela Arbex | InvestNews)

Raízen estuda dividir operações após prejuízo bilionário e alta da dívida

A Raízen, joint venture entre Cosan e Shell e uma das maiores empresas do setor de energia no Brasil, avalia uma ampla reestruturação corporativa após registrar prejuízo de R$ 15,6 bilhões no último trimestre de 2025 — resultado seis vezes maior que o verificado no mesmo período do ano anterior.

O desempenho negativo foi acompanhado por queda de 9% na receita, redução da produtividade agrícola e aumento expressivo da dívida líquida, que chegou a R$ 55 bilhões, alta superior a 40% em 12 meses. Diante desse cenário, a companhia iniciou discussões com seus controladores e o banco BTG Pactual sobre uma reorganização que pode superar R$ 30 bilhões.

A proposta em análise prevê a divisão da empresa em duas estruturas independentes. A Raízen Energia concentraria as operações agrícolas, incluindo produção de açúcar e etanol, setor que exige maior volume de investimentos e concentra a maior parte do endividamento. Já a Raízen Combustíveis reuniria a rede de postos e a área de logística, considerada mais estável, previsível e com maior geração de caixa.

O objetivo é redistribuir a dívida, melhorar o equilíbrio financeiro e, posteriormente, realizar um novo IPO da divisão de combustíveis, permitindo que o mercado avalie o negócio de forma separada dos riscos do segmento agrícola. A operação também pode incluir aporte de capital e conversão de parte da dívida em participação acionária.

Após queda superior a 12% na quinta-feira, as ações da empresa registraram alta de cerca de 1,5%, após a Raízen informar que não enfrenta risco imediato de liquidez e possui aproximadamente R$ 17 bilhões em caixa.

(*)The News

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