O príncipe Andrew, irmão do rei Charles III, foi detido no dia em que completou 66 anos, sob suspeita de […]

(Imagem: Reuters)

Príncipe Andrew é preso no próprio aniversário em desdobramento do caso Epstein

O príncipe Andrew, irmão do rei Charles III, foi detido no dia em que completou 66 anos, sob suspeita de má conduta em cargo público, em uma investigação relacionada ao caso do financista Jeffrey Epstein. A prisão marca a escalada mais recente de um escândalo que há anos afeta a imagem da família real britânica.

Andrew já havia sido acusado de abuso sexual por Virginia Giuffre, uma das principais denunciantes de Epstein, que afirma ter sido vítima quando tinha 17 anos. O ex-príncipe sempre negou as acusações, mas se afastou das funções públicas em 2019. Em 2022, ele firmou um acordo extrajudicial com Giuffre, por valores não revelados. No ano passado, o rei Charles retirou oficialmente seus títulos e funções reais.

A investigação atual apura o suposto compartilhamento de informações confidenciais com Epstein. Segundo a BBC, uma troca de e-mails divulgada recentemente indica que Andrew teria repassado detalhes sigilosos sobre uma oportunidade de investimento e convidado o empresário para uma reunião privada no Palácio de Buckingham, em 2010. Os documentos são considerados evidências relevantes e motivaram a decisão das autoridades de efetuar a detenção.

Este é o primeiro caso em quase quatro séculos em que um membro do alto escalão da realeza britânica é preso, algo que não ocorria desde o reinado de Charles I of England. No âmbito do caso Epstein, a prisão também é a primeira desde a divulgação recente de milhões de arquivos ligados à investigação.

O governo britânico afirmou que “ninguém está acima da lei”. O rei Charles declarou ter recebido a notícia com preocupação e reforçou que as autoridades contam com o apoio da família real no andamento das apurações.

Andrew foi visto deixando a delegacia no fim do dia, enquanto a polícia informou que as investigações continuam. Caso seja formalmente condenado, ele poderá enfrentar pena de prisão perpétua.

(*)The News

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