Brasília – Mesmo após a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) rejeitar, por […]

(Foto: José Cruz/Agência Brasil)

Presidente da CPMI do INSS insiste em convocar filho de Lula

Brasília – Mesmo após a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) rejeitar, por 19 votos a 12, o requerimento da oposição para convocar Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, o presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou que seguirá insistindo na oitiva. Segundo ele, um novo pedido será apresentado na próxima quinta-feira (5).

Em entrevista ao programa Acorda, Metrópoles, na manhã desta terça-feira (3), Viana classificou o possível depoimento de Lulinha como um dos mais relevantes da CPMI. Para o senador, a oitiva pode ajudar a esclarecer a relação entre o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.

De acordo com Viana, não há afirmação de culpa, mas a necessidade de esclarecimentos diante das citações feitas durante as investigações. O senador defendeu que Lulinha explique quais foram suas relações e o período de eventual envolvimento com os fatos apurados. “As citações são muito fortes, e é importante que ele venha esclarecer”, afirmou.

O nome de Fábio Luís Lula da Silva surgiu em depoimento de uma testemunha ligada a Antônio Carlos Camilo Antunes, empresário que atuava em nome de associações e entidades de servidores. Antunes intermediava autorizações para descontos em benefícios previdenciários e recebia percentuais desses valores por meio de empresas próprias.

As investigações também citam José Ferreira da Silva, o Frei Chico, irmão do presidente Lula. Ele ocupa o cargo de diretor vice-presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindinapi), uma das entidades investigadas por supostos desvios indevidos relacionados ao esquema

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