Milhões de portugueses foram às urnas no domingo para eleger António José Seguro como novo presidente de Portugal. O candidato […]

(Imagem: Rodrigo Antunes | Reuters)

Portugal e Japão passam por virada política em eleições decisivas

Milhões de portugueses foram às urnas no domingo para eleger António José Seguro como novo presidente de Portugal. O candidato do Partido Socialista venceu o conservador André Ventura com uma vantagem de quase 30% dos votos, consolidando uma vitória expressiva em um cenário de forte polarização política.

Aos 63 anos, Seguro construiu sua campanha com um discurso moderado e conciliador, defendendo a cooperação institucional com o atual governo minoritário de centro-direita e se posicionando como um contraponto ao crescimento de pautas populistas no país. A estratégia mostrou-se eficaz diante de um eleitorado fragmentado e em busca de estabilidade.

A eleição marcou um momento histórico na política portuguesa. Foi a primeira vez, em mais de quatro décadas, que o país precisou recorrer a um segundo turno presidencial, evidenciando o enfraquecimento do tradicional bipartidarismo e a maior divisão do eleitorado.

Para compreender o impacto do resultado, é necessário considerar o modelo político de Portugal, que adota o semipresidencialismo. Nesse sistema, o poder Executivo é compartilhado entre o presidente da República e o primeiro-ministro. Enquanto o chefe de governo é responsável pela condução das políticas públicas e da administração cotidiana, o presidente atua como chefe de Estado, exercendo papel de árbitro político.

O cargo presidencial possui atribuições estratégicas, especialmente em momentos de crise, como a possibilidade de dissolver o Parlamento, vetar leis aprovadas pelo Legislativo e convocar novas eleições, o que confere peso institucional à escolha feita pelos eleitores.

Enquanto a Europa observava a disputa portuguesa, o Japão também passou por um processo eleitoral relevante. O Partido Liberal Democrata (PLD), liderado pela primeira-ministra Sanae Takaichi, garantiu dois terços das cadeiras no Parlamento japonês, ampliando sua margem de governabilidade.

Conhecida por posições conservadoras, inspiração em Margaret Thatcher e proximidade ideológica com o ex-presidente norte-americano Donald Trump, Takaichi agora busca avançar com uma agenda focada em reformas econômicas e no fortalecimento da segurança nacional, consolidando sua liderança no cenário político asiático.

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