A leucemia é uma doença que acomete alto número de crianças no Amazonas. Em 2018, foram registrados 48 casos em […]

Pesquisa auxilia no tratamento de crianças com leucemia linfoide aguda

A leucemia é uma doença que acomete alto número de crianças no Amazonas. Em 2018, foram registrados 48 casos em crianças e adolescentes de 0 a 19 anos, sendo 35 meninos e 13 meninas. Em 2017, foram 60 casos, sendo 39 meninos e 21 meninas, de acordo com a Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (Hemoam), centro de referência para diagnóstico e tratamento dos casos de doenças malignas do sangue, no Estado.

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Em busca de novos tratamentos para a leucemia linfoide aguda (LLA), pesquisa realizada com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) estudou o perfil imunológico em crianças com LLA, por meio do protocolo de tratamento denominado de GBTLI LLA-2009, utilizado pela primeira vez no Amazonas.

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Segundo a pesquisadora Adriana Malheiros, da Fundação Hemoam, durante o estudo foi observado redução significativa da célula T regulatória (um tipo específico de linfócitos que tem função de regular a resposta imune), em pacientes com LLA ao diagnóstico, quando comparados com indivíduos saudáveis. Entretanto, o grupo de alto risco apresentou significante redução destas células do que o grupo de baixo risco.

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“Com todo trabalho desenvolvido conseguimos traçar um perfil imunológico mostrando alguns mediadores produzidos durante a resposta imune, podendo ser usado com biomarcadores da resposta ao tratamento nestes pacientes, no entanto mais estudos deverão ser feitos para comprovação dos mesmos”, conta.

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Protocolo

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A pesquisa contou com apoio da atual diretora-presidente do Hemoam, a médica Maria do Pérpetuo Socorro Sampaio, que realizou o acompanhamento clínico dos pacientes. Maria do Pérpetuo Sampaio explica que o protocolo GBTLI é utilizado nacionalmente e que o procedimento foi realizado nos pacientes em tratamento no Hemoam.

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“O GBTLI é um procedimento de protocolo brasileiro já aplicado em outras regiões que conta com cinco grupos de tratamento, a partir do oitavo dia de tratamento ocorre estratificação fazendo um total de 12 subgrupos. O protocolo tem a finalidade de aumentar a sobrevida dos pacientes com melhora na qualidade de vida. O estudo serviu para entender a resposta do perfil imune do paciente. No decorrer do tratamento, inicial de indução, investigou a ocorrência de algum fator imune que pudesse ser encontrado para justificar esta resposta, assim como servir de base, para comparar com outras regiões e em outros países”, explicou.

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Para Adriana, muitos tratamentos têm sido propostos na tentativa de buscar a efetividade na cura das leucemias.

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“O tratamento apresenta diversas etapas, desde o acompanhamento inicial, até a completa cura do paciente. No entanto, observou-se que muitos destes pacientes apresentam recaídas, sugerindo que pode ser devido a fatores imunes importantes ao diagnóstico e desenvolvidos ao longo do tratamento. Desta forma, pode-se compreender que os mecanismos imunes envolvidos na imunossupressão (ato de reduzir a atividade ou eficiência do sistema imunológico) durante a fase de indução do tratamento, assim como a reconstituição imune nestes pacientes é de fundamental importância para o sucesso do trabalho atualmente proposto”, disse.

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Tratamento

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Foi feita coleta de sangue periférico dos pacientes com LLA no dia 0 (D0) que significa na fase inicial, (D8) oito dias, (D15) 15 dias (D35) 35 dias. Adriana explica que os pacientes foram acompanhados de acordo com o intervalo de tempo compreendido entre o diagnóstico e o dia 35 da indução.

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“A ideia foi verificar existência do marcador imunológico que pudesse auxiliar no tratamento. Quando realizamos estudo de várias moléculas imunológicas em determinadas doenças, muitas vezes estamos buscando o que a gente chama de biomarcador (responsável pelo paciente responder ou não ao tratamento). Esses pacientes são acompanhados e quando chegam, por exemplo, no oitavo dia de tratamento e não respondem bem, temos que mudar de grupo de tratamento, porque são vários grupos de tratamento de alto risco e baixo risco,” disse.

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Leucemia  Lifoide – LLA

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 Leucemia aguda é um grupo heterogêneo de doenças malignas primárias da medula óssea caracterizada pela substituição dos elementos medulares e sanguíneos normais pela expansão clonal de células hematopoiéticas imaturas na medula óssea. Caracteriza-se de maior gravidade pela sua evolução rápida e maior risco de óbito no caso de demora ao tratamento, diferente das leucemias crônicas que têm seu quadro mais arrastado.

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Diagnóstico

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 Inicia com a suspeita clínica e a partir daí começa a investigação laboratorial. O hemograma é o exame considerado importante para triagem de investigação inicial da leucemia. No material são analisados componentes do sangue como: glóbulos vermelhos, plaquetas e células brancas.

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Pró- Estado

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Intitulado “Estudo do Perfil Imunológico em Crianças com Leucemia Linfoide Aguda no Amazonas”, o projeto teve apoio da Fapeam, por meio do Programa de Apoio à Consolidação das Instituições Estaduais de Ensino e/ou Pesquisa (Pró-Estado), edital Resolução N. 002/2008.

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O objetivo do Pró-Estado é fortalecer e incentivar o desenvolvimento de iniciativas que ampliem a formação de recursos humanos em nível de pós-graduação stricto sensu, além de apoiar ações de formação de recursos humanos e melhoria da infraestrutura de pesquisa de instituições vinculadas ao Governo do Estado.

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