O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, dirigiu-se nesta segunda-feira, 19, a líderes […]

Foto: Gabriel Lemes/Mdic

País ficou caro antes de ficar rico e não há bala de prata para reduzir custo Brasil, diz Alckmin

O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, dirigiu-se nesta segunda-feira, 19, a líderes empresariais da indústria paulista, enfatizando que não existe uma solução única para os desafios de competitividade enfrentados pelo setor. “O Brasil tornou-se dispendioso antes de se tornar próspero. É um país oneroso, e exportar tornou-se uma tarefa árdua, exceto para produtos primários. Devemos reduzir o custo Brasil, aumentar a produtividade e a competitividade. Não há uma fórmula mágica. É preciso realizar as reformas trabalhista, tributária, previdenciária e administrativa diariamente”, destacou Alckmin durante sua participação na reunião de conselhos da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Ao destacar a importância da solidez das contas públicas como meio para o Brasil reduzir as taxas de juros, o vice-presidente e ministro argumentou que abordagens antiquadas, como taxas subsidiadas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para algumas empresas do setor, não são mais viáveis. “A questão do custo de capital é essencial, seu pai estava correto”, afirmou Alckmin ao presidente da Fiesp, Josué Gomes da Silva, filho de José Alencar, vice-presidente durante os dois primeiros mandatos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e que, no exercício do cargo, criticou fortemente as altas taxas de juros praticadas no Brasil.

Alckmin ressaltou que, com as altas taxas de juros, empresas endividadas correm o risco de falência, enquanto aquelas que necessitam de crédito enfrentam dificuldades e demonstram maior cautela ao assumir financiamentos. O vice-presidente também reconheceu a importância de o país combater a inflação, observando que esta “não é neutra socialmente” e “penaliza os mais pobres”.

Crédito tributários

Alckmin defendeu na Fiesp a ampliação do programa Reintegra para empresas exportadoras, propondo uma fase de transição até a reforma tributária. Reconhecendo limitações orçamentárias, sugeriu começar essa transição pelas empresas menores. Ele destacou a importância de uma cultura exportadora e pediu apoio para revisão da Tarifa Externa Comum. Alckmin também defendeu a ampliação dos acordos comerciais do Mercosul, enfatizando a necessidade de um acordo com a União Europeia. Ele destacou melhorias nas condições de negócios, atribuindo-as ao câmbio competitivo, à queda dos juros e à aprovação da reforma tributária.

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