O ouro voltou a assumir o papel de principal termômetro da ansiedade em Wall Street. Nesta semana, o metal precioso […]

(Imagem: Reuters)

Ouro dispara, reflete medo global e atinge recorde histórico

O ouro voltou a assumir o papel de principal termômetro da ansiedade em Wall Street. Nesta semana, o metal precioso rompeu pela primeira vez a marca de US$ 5.000 por onça, acumulando valorização superior a 80% nos últimos 12 meses — o melhor desempenho anual desde 1979.

O movimento ganhou força com a escalada das compras institucionais. Apenas no terceiro trimestre do ano passado, bancos centrais e investidores adquiriram, juntos, cerca de 980 toneladas de ouro, o equivalente a aproximadamente US$ 109 bilhões.

A disparada segue um roteiro clássico de aversão ao risco: inflação persistente, dívida pública em níveis recordes, expectativa de juros mais baixos — que reduzem a atratividade dos títulos — e a percepção de que os mercados acionários estão sobrevalorizados.

O cenário político também pesa. O ouro reagiu a uma sequência de tensões globais, que vão desde ameaças de Donald Trump a aliados da Otan, passando pela crise com o Irã, operações militares na Venezuela e até a investigação criminal envolvendo o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell.

Em momentos de instabilidade, investidores recorrem a ativos que não dependem de governos ou políticas monetárias. E o movimento não se limita ao ouro: a prata também entrou em rali e ultrapassou pela primeira vez a marca de US$ 100, ampliando a alta de 147% registrada no ano anterior.

(*)Fonte: The News

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