No século XXI, a internet surgiu como um marco que possibilitou a democratização da informação a níveis inimagináveis, não resta […]
Os intocáveis: a relação parasitária dos poderosos com a imprensa que desinforma
No século XXI, a internet surgiu como um marco que possibilitou a democratização da informação a níveis inimagináveis, não resta dúvidas quanto a isso. Hoje, a informação alcança os mais diversos níveis da pirâmide social, do pobre ao rico, da criança ao idoso, do inculto ao intelectual. As mídias sociais vieram para ficar e levar, especialmente ao cidadão mais simples, o que ele não consegue ver nos grandes portais e telejornais Brasil à fora.nnNão obstante, em plena era da informação, os antigos marajás, os velhos coronéis da modernidade que comandam o Amazonas, ainda olham para o povo e o veem como um burrico sendo guiado no cabresto. Eles no subestimam, são engenhosos e se consideram invencíveis, afinal, uma grande quantidade de gente detentora de meios de comunicação estão com eles.nn“Eu decido em quem você vai votar”; “eu sei o que é melhor pra você”; “eu sou e sempre serei seu único salvador”; “sou eu quem pode acabar com as tuas mazelas” (mesmo que não tenham feito isso em 40 anos de poder).nnMal sabem eles que a informação também é direito do povo simples, e que este vem aprendendo com ela a enxergar os cenários político, social e econômico em que habita, com os próprios olhos. O povo deixou de ser “besta”, como costumamos dizer por aqui.nnOlhando para a realidade atual do Amazonas, não é difícil perceber que os antigos coronéis ainda se acham donos do estado. Se alguém ameaça seu poderio, logo se faz valer a força da máquina pública e dos “meios de desinformação” para criar injúrias, difamar e tentar destruir ao máximo a imagem de seu opositor.nnNos tempos atuais, eles também são apoiados por blogueiros aventureiros que se autointitulam influenciadores das massas (digital influencer), mas que não passam de capachos a serviço dos senhores que escravizam nossa gente. São os capitães do mato contemporâneos, são muitos e se acham a última bolacha do pacote.nnÉ muito fácil tentar difamar a imagem de alguém, ainda que inocente, quando se tem poderosos patrocinadores pelos bastidores, dando generosos incentivos para manter o ‘bico fechado’ quando os escândalos, os desvios milionários e a incompetência dos afortunados padrinhos vêm à tona e sãos expostos ao público. Essa gente nunca esteve ao lado de outros interesses que não fossem os seus e dos seus.nnÉ um ciclo vicioso, onde os parasitas se alimentam e se acomodam no hospedeiro, agredindo e prejudicando sua sobrevivência. Aqueles se dividem em poderosos e bajuladores. Em tempos oportunos se unem, pois existe uma relação de troca. Para os poderosos os banquetes suntuosos, regados de comida e bebida fartas; para os bajuladores resta generosas migalhas que caem das grandes mesas palacianas dos parasitas poderosos e intocáveis, membros de uma realeza suprema e permanente, talvez pensem assim.nn”Saia daqui! Não tem vergonha de defender político bandido, corrupto e sem ética?”, bradam aos quatro ventos aqueles que lambem as botas dos parasitas reais. Uma relação doentia. Contudo, neste caso, é preciso manter o status e a vida boa que o excelente e infindável dinheiro público proporciona.nnComo é bom ganhar o pão de cada dia dentro de nossas redações climatizadas e aconchegantes. Melhor ainda, ganhar a vida defendendo aqueles que desviam sem pudor o dinheiro suado do cidadão humilde que acorda todos os dias antes do sol raiar para trabalhar e levar um pouco dignidade para a sua família. Que com a atual situação da segurança pública no Amazonas não sabe se ao sair conseguirá voltar para casa. O mesmo que se ver obrigado rotineiramente a andar apertado em coletivos caindo aos pedaços, a mercê da violência dos assaltos diários e do péssimo serviço público ofertado.nnOs bajuladores bradam por ética, mas andam de mãos dadas com os imorais. Gritam “corrupto”, mas saem sorridentes nas fotos com os magos da corrupção. Dizem defender o povo, contudo, fazem propagandas para que os inimigos do povo se perpetuem no poder, e com eles, suas mamatas. É um jogo sujo, onde no fim das contas, só o limpo parece ter pulado na lama, ou melhor, jogado lá.nnÉ hora de despertar. O errado não pode se tornar certo e nem o sujo se tornar limpo ou vice-versa. Somos mais, merecemos mais. Não nos permitamos ser manipulados como marionetes, somos feitos de carne, de sonhos, de luta e de esperança.nnNão somos reféns de coronéis sedentos de poder, não compactuamos com o lado marrom da imprensa que, ao invés de informar, desinforma. Não queremos a continuidade da escuridão e da falta de perspectivas em dias melhores, queremos a luz da esperança, um novo horizonte para seguir, queremos liberdade.nnPor fim, minhas saudações fraternas à imprensa que informa, aos meios de comunicação que estão a serviço da informação e da verdade, que ajudam na construção de um Estado mais justo e próspero.
