Quase seis anos após o início da pandemia de COVID-19, a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou o relatório final […]

OMS encerra investigação sem esclarecer origem da COVID-19
Quase seis anos após o início da pandemia de COVID-19, a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou o relatório final da principal investigação sobre a origem do vírus. O documento, no entanto, não apresenta uma conclusão definitiva, frustrando expectativas e alimentando questionamentos sobre a transparência do processo investigativo. As duas hipóteses mais debatidas desde o início — a de transmissão natural de animal para humano e a de vazamento acidental de um laboratório em Wuhan — seguem sem comprovação concreta.
A OMS afirma que, apesar dos repetidos pedidos de acesso a dados fundamentais, as autoridades chinesas não forneceram as informações necessárias para confirmar ou descartar qualquer das hipóteses. Um detalhe que gerou ainda mais polêmica foi a saída de um dos especialistas do grupo dias antes da divulgação do relatório e a solicitação de outros três membros para que seus nomes fossem retirados da publicação final. As movimentações nos bastidores sugerem divergências internas e aumentam a desconfiança sobre o processo.
No relatório, a OMS reforça que não encontrou indícios de manipulação genética do vírus, nem evidências de que ele estivesse circulando fora da China antes de dezembro de 2019. Ainda assim, a organização classifica a busca por respostas como um “imperativo moral”, dada a magnitude da crise sanitária que assolou o mundo.
A pandemia da COVID-19 resultou em mais de 20 milhões de mortes e provocou um impacto econômico estimado em 10 trilhões de dólares globalmente. O encerramento do relatório sem uma conclusão clara destaca não apenas os desafios científicos da investigação, mas também os obstáculos políticos e diplomáticos que ainda cercam a origem do vírus.
(*) Fonte: The News
