Paraná – O desaparecimento de Roberto Farias Thomaz, de 19 anos, no Pico do Paraná, segue sob investigação da Polícia […]

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Mistério no Pico do Paraná: versões conflitantes cercam desaparecimento de jovem

Paraná – O desaparecimento de Roberto Farias Thomaz, de 19 anos, no Pico do Paraná, segue sob investigação da Polícia Civil e continua gerando versões conflitantes, especialmente nas redes sociais. O atleta e corredor de montanha Leandro Pierroti, que participou voluntariamente das buscas, questionou a narrativa que atribui responsabilidade exclusiva à amiga do jovem, Thayane Smith, natural de Manaus (AM).

Segundo Pierroti, a forma como o caso vem sendo exposta pode atrapalhar o andamento das investigações. Ele afirma que apontar uma única culpada não contribui para o esclarecimento dos fatos nem para a localização de Roberto. O atleta relata que decidiu subir a montanha ao lado de Thayane justamente para tentar encontrar o rapaz após ele se perder na trilha.

De acordo com o relato, Roberto e Thayane estavam acampados no ponto conhecido como A1 e decidiram subir até o cume apenas para assistir ao nascer do sol. Por isso, deixaram mochilas e equipamentos no acampamento base, levando apenas o essencial, prática considerada comum entre montanhistas experientes.

Pierroti também esclareceu que o celular de Roberto havia molhado durante a virada do ano e, por esse motivo, permaneceu guardado na barraca, o que explicaria o fato de Thayane estar com os pertences do jovem ao retornar da trilha.

A separação entre os dois teria ocorrido durante a descida, em um trecho rochoso. Segundo Pierroti, Thayane seguiu à frente acompanhada por dois corredores de montanha, enquanto Roberto ficou mais atrás com um terceiro atleta. Essa versão, conforme o montanhista, foi confirmada pelos próprios corredores que estavam no local.

O atleta também rebateu rumores de que Roberto estaria passando mal ou teria sido abandonado em estado grave. Após conversar com testemunhas, Pierroti afirmou que os relatos indicaram apenas sinais de cansaço, sem indícios de vômito ou mal-estar severo. Ele destacou ainda que não houve briga durante a descida, apenas pequenos desentendimentos anteriores, ainda no acampamento.

Versão de Thayane

De acordo com relatos, Thayane teria deixado Roberto sozinho durante a descida. Em um primeiro momento, ela afirmou que o amigo passou mal e não conseguiu acompanhar o grupo. Posteriormente, em entrevista, declarou que seguiu em frente por ele estar lento, alegando que isso fazia parte de seu “estilo de vida”.

Outro aventureiro que estava na trilha, identificado como Fábio, afirmou ter confrontado Thayane, que então concordou em procurar por Roberto. Desde esse momento, o jovem não foi mais visto. Thayane também desceu da montanha com pertences de Roberto, como carteira e celular.

Durante o período de buscas, publicações feitas por Thayane nas redes sociais — incluindo vídeos e stories — geraram críticas, por exibirem momentos da aventura sem a presença de Roberto e por comentários considerados inadequados.

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) instaurou diligências para apurar o desaparecimento. Até o momento, o caso é tratado oficialmente como desaparecimento, sem indícios de crime. Uma testemunha que acompanhou Roberto durante parte do trajeto está sendo ouvida.

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