Um total de 1.557 presos políticos venezuelanos solicitaram anistia com base em uma nova lei apresentada na quinta-feira, afirmou o […]

Foto : Pedro MATTEY / AFP / CP

Mais de 1.500 presos políticos venezuelanos solicitam anistia

Um total de 1.557 presos políticos venezuelanos solicitaram anistia com base em uma nova lei apresentada na quinta-feira, afirmou o presidente da Assembleia Nacional do país.

Jorge Rodríguez, irmão do presidente interino venezuelano Delcy Rodríguez e aliado do ex-presidente Nicolás Maduro, também disse que “centenas” de prisioneiros já foram libertados.

Entre eles está o político Juan Pablo Guanipa, uma das várias vozes da oposição que criticaram a lei por excluir certos presos.

Os Estados Unidos têm pressionado a Venezuela para que acelere a libertação de presos políticos desde que as forças americanas prenderam Maduro em uma operação em 3 de janeiro. O governo socialista da Venezuela sempre negou manter presos políticos.

Em uma coletiva de imprensa no sábado, Jorge Rodríguez afirmou que 1.557 pedidos de soltura estavam sendo tratados “imediatamente” e que, em última instância, a legislação abrangeria 11.000 presos.

O governo anunciou pela primeira vez, dias após a captura de Maduro, em 8 de janeiro, que “um número significativo” de prisioneiros seria libertado como um gesto de boa vontade.

Grupos de oposição e de direitos humanos afirmaram que o governo de Maduro usou a detenção de presos políticos para reprimir a dissidência e silenciar críticos durante anos.

Esses grupos também criticaram a nova lei. Uma crítica frequentemente citada é que ela não estenderia anistia àqueles que pediram intervenção armada estrangeira na Venezuela, afirma Luis Fajardo, especialista em América Latina da BBC.

Ele observou que o professor de direito Juan Carlos Apitz, da Universidade Central da Venezuela, disse à CNN em Espanhol que aquela parte da lei de anistia “tem nome e sobrenome”. “Aquele parágrafo é o parágrafo Maria Corina Machado.”

Não está claro se a anistia abrangeria de fato Machado, que ganhou o Prêmio Nobel da Paz no ano passado, disse Fajardo.

Ele acrescentou que outros aspectos controversos da lei incluem a aparente exclusão dos benefícios da anistia de dezenas de oficiais militares envolvidos em rebeliões contra o governo Maduro ao longo dos anos.

No sábado, Rodríguez disse que estão tratando primeiro das “liberações da Zona Sete de El Helicoide”.

Os detidos na infame prisão de Caracas seriam libertados “nas próximas horas”, acrescentou ele.

Ativistas afirmam que alguns familiares dos detidos no centro de detenção iniciaram uma greve de fome para exigir a libertação de seus parentes.

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que El Helicoide seria fechado após a captura de Maduro.

Maduro aguarda julgamento em custódia nos EUA, juntamente com sua esposa Cilia Flores, e se declarou inocente das acusações de tráfico de drogas e porte de armas, alegando ser um “prisioneiro de guerra”.

(*) A informação foi divulgada inicialmente pela BBC NEWS.

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