Sanções, tarifas e tensões diplomáticas marcaram a primeira visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos Estados Unidos desde […]

(Imagem: Ricardo Stuckert | PR)

Lula e Trump se encontram na ONU entre recados diplomáticos e críticas mútuas

Sanções, tarifas e tensões diplomáticas marcaram a primeira visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos Estados Unidos desde a posse de Donald Trump, durante a abertura da Assembleia Geral da ONU. Em discurso, Lula abordou temas como democracia, clima, guerras e soberania, enviando mensagens claras a Washington.

O presidente brasileiro citou a condenação de Jair Bolsonaro como alerta a “candidatos autocratas”, criticou países que resistem à regulação digital acusando-os de proteger “interesses escusos” e destacou a pauta climática, convidando líderes para a COP30, em Belém, considerada por ele a “COP da verdade”. Lula também condenou a resposta de Israel aos ataques do Hamas como genocídio e lamentou a ausência da Palestina no evento.

Minutos depois, Trump surpreendeu ao revelar que encontrou Lula nos corredores da ONU, relatando um breve abraço e o agendamento de uma reunião para a próxima semana. “Ele parece um cara muito legal, eu gostei dele e ele gostou de mim”, disse o presidente norte-americano, qualificando a relação como de “química excelente”.

Porém, na sequência, Trump voltou a criticar o processo contra Bolsonaro, acusou o Brasil de “censura e perseguição judicial” e justificou tarifas de 50% como defesa contra abusos do Judiciário. “Sinto muito em dizer isso, mas o Brasil está indo mal e continuará indo mal. Eles só deverão ir bem trabalhando conosco, sem nós eles falharão como outros falharam”, afirmou.

Agora, o governo brasileiro avalia os moldes do encontro para evitar que a reunião se transforme em mais um episódio de confronto público, como ocorreu entre Trump e o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky na Casa Branca.

(*) The News

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