O ex-governador José Melo e sua família terão sete policiais militares para a segurança particular por tempo indeterminado. A informação […]

José Melo terá sete policiais militares para segurança particular por tempo indeterminado

O ex-governador José Melo e sua família terão sete policiais militares para a segurança particular por tempo indeterminado. A informação foi confirmada pela defesa do ex-governador, que chegou a ser preso na operação Estado de Emergência, em dezembro de 2017.nnOs nomes dos PMs foram divulgados nessa quarta-feira (6), no Boletim da Polícia Militar do Amazonas. No documento, a Portaria informa que os PMs integram o efetivo das 11ª, 12ª, 25ª e 30ª Companhias Interativas Comunitárias (Cicoms). Os policiais têm entre o dia 11 e 14 de junho para apresentar na Seção de Pessoal à Disposição e Agregados (DPA-5) documentos e regularizar as situações funcionais.nnO advogado do ex-governador, José Carlos Cavalcanti Júnior, confirmou a portaria e afirmou que o pedido foi atendido após requerimento da defesa. “É um direito que ele tem na qualidade de ex-governador. Não tem nada a ver com o processo da operação Custo Político, Estado de Emergência, mas sim uma questão administrativa que não estava sendo implementada”, explicou.nnA defesa de José Melo não soube informar de que forma os PMs devem atuar, porém, explicou que a portaria se estende para o ex-governador e membros da sua família. “Isso é resguardado por lei. Todos os governadores utilizam ou já utilizaram, inclusive o próprio governador atual”, afirmou.nnRelembre o casonnO ex-governador José Melo e a ex-primeira dama, Edilene Oliveira, deixaram o presídio no dia 27 de abril após pagamento de fiança. m imóvel de propriedade de Edilene localizado na Zona Norte de Manaus avaliado no valor de R$ 350 mil e R$ 31,6 mil em dinheiro foram utilizados para arcar com a fiança de R$ 382,6 mil arbitrada ao casal pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1).nnJosé Melo foi preso pela Polícia Federal na manhã do dia 21 de dezembro de 2017, durante a operação Estado de Emergência, uma das fases da operação Maus Caminhos. Em 2016, a PF afirmou que mais de R$ 110 milhões foram desviados. Segundo a PF, Melo recebia pagamentos periódicos de membros de organização criminosa.nnO ex-governador chegou a criar um “gabinete de crise” para facilitar os recebimentos dos pagamentos de propina da organização criminosa. O gabinete seria composto pelas secretarias estaduais de Saúde, Casa Civil, Fazenda e Administração e Gestão, cujos secretários titulares à época foram presos durante a deflagração da segunda fase da “Maus Caminhos”, nomeada de “Custo Político”.nnCinco dias depois da prisão, Melo chegou a ser liberado, mas foi preso novamente no último dia de 2017, após decisão da juíza federal Ana Paula Serizawa.

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