Quem visitou o Arraial do Centro Social Urbano (CSU) do Parque Dez – tradicional evento de festa junina em Manaus […]

Grade de proteção do CSU é arrancada e espaço passa a funcionar como estacionamento a R$ 10

Quem visitou o Arraial do Centro Social Urbano (CSU) do Parque Dez – tradicional evento de festa junina em Manaus – no último domingo (20), percebeu que parte da grade que limita a área verde foi derrubada para servir de entrada para um “estacionamento improvisado” de veículos.

Segundo moradores que foram até o Arraial do CSU, a própria organização estava cobrando R$ 10 dos motoristas que quiserem estacionar seus veículos em uma área verde de dentro do CSU.

O vereador Rodrigo Guedes, esteve no local e denunciou o caso nas redes sociais. Em sessão plenária realizada nesta segunda-feira (19) na Câmara Municipal de Manaus, Guedes apresentou um vídeo onde mostra o momento da destruição da mureta.

“O próprio coordenador do CSU do Parque 10 deu a ordem para quebrar o muro. Se acham donos do CSU do Parque 10. Quebraram o muro e explorando o espaço público para ganhar dinheiro. Nesse festival são centenas de barracas que são exploradas comercialmente por uma empresa que, segundo relatos, cobra R$ 2.500 para se colocar uma tenda. Quem autorizou essa empresa a explorar o CSU do Parque 10? Não estou falando da organização do bairro que a própria comunidade se organiza e presta conta e faz o festival. Estou falando de uma empresa que está ganhando dinheiro no CSU do Paraue 10 com total atropelo das regras legais procedimentais de licitação, concessão pública e autorização”, declarou o vereador.

Rodrigo Guedes aproveitou o momento também para fazer um pedido que a prefeitura de Manaus reconstrua a mureta que foi derrubada para impedir a cobrança do estacionamento dentro de um espaço público.

“Vou aproveitar aqui mais uma vez a presença do secretário Valfran para fazer imediatamente o pedido ao prefeito David Almeida que determine a reconstrução da mureta desse espaço. Nem que fosse o coordenador ele poderia determinar a derrubada de um muro junto com um gradil para explorar um espaço público comercialmente. Ele não tem autorização para isso. O CSU é um espaço público”, acrescentou Guedes.

Outro parlamentar que se pronunciou sobre o caso foi o vereador Gilmar Nascimento (Sem partido). Segundo o parlamentar, todas as últimas reformas do CSU foram realizadas por meio de seu mandato.

“Sempre apoiarei o evento. São 42 anos de festa gerando emprego, renda e entretenimento. Para fazer esse evento nós tínhamos uma seis ou sete grades quebradas em virtude de acidentes. O prefeito foi lá para resolver todas as grades quebradas, foi feita revitalização de todo o espaço”, declarou o parlamentar.

Gilmar Nascimento esclareceu que a derrubada da grade foi feita sem autorização da prefeitura de Manaus.

“Quero deixar claro que abriram sem autorização do prefeito, sem autorização do secretário Eduardo, sem autorização da comissão de moradores que fazem o evento. Temos ali quase 30% de pessoas vulneráveis que não pagam para vender no CSU. Isso foi uma decisão unilateral e não autorizada”, esclareceu Nascimento.

 O que diz a prefeitura 

 Em nota veiculada à imprensa, a Prefeitura de Manaus ressaltou que a quebra de mureta e grades do CSU no bairro Parque 10 foi feita sem autorização do poder público municipal e que as responsabilidades estão sendo apuradas.

“A estrutura é de fundamental importância para a segurança do espaço e a sua quebra causa preocupação, tanto para a administração municipal quanto para a comunidade local”, descreve a nota.

Informou ainda que será instaurada uma investigação interna para apurar as responsabilidades pela destruição da mureta e grades, visando identificar os agentes envolvidos. Além disso, já providenciou a reconstrução do local.

“De imediato, a Prefeitura de Manaus irá reparar os danos causados à estrutura do CSU do Parque 10 ainda nesta segunda-feira (19)”, informou em nota.

 Cobrança do estacionamento

 O Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) informou ainda que a circulação de veículos no entorno do CSU do Parque 10 é monitorada, de forma constante, a partir da presença dos agentes do trânsito no local até o encerramento do festival folclórico.

Após a equipe do trânsito do IMMU visitar o local e constatar a denúncia, determinou que não fosse cobrado o estacionamento.

Fonte: A Crítica

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