Manaus (AM) – O governo do Amazonas, sob a gestão de Wilson Lima (UB), publicou nesta segunda-feira (11) uma licitação […]

Governo Wilson Lima lança licitação bilionária para privatizar gestão de hospitais em Manaus
Manaus (AM) – O governo do Amazonas, sob a gestão de Wilson Lima (UB), publicou nesta segunda-feira (11) uma licitação de quase R$ 2 bilhões para contratar uma Organização Social (OS) responsável pela administração dos hospitais João Lúcio e da Criança, ambos localizados na zona leste de Manaus. O contrato previsto na Convocação Pública nº 02/2025 soma R$ 1.969.149.047,30 e amplia o processo de privatização da gestão hospitalar no estado.
A OS vencedora terá autonomia completa para a contratação de profissionais, aquisição de equipamentos, contratação de sistemas e até mesmo definição das escalas médicas, tudo custeado com verba pública. Essa medida consolida a transferência da gestão e oferta dos serviços de saúde do estado para a iniciativa privada, gerando debate sobre o controle e fiscalização desses recursos.
O cenário da saúde pública no Amazonas está sob intenso escrutínio. Neste ano, o governo já pagou R$ 261 milhões ao Instituto Nacional de Desenvolvimento Social (INDSH) dentro de um contrato de R$ 2,4 bilhões. Além disso, o Ministério Público do Amazonas (MPAM) abriu investigação sobre um contrato de R$ 196,4 milhões firmado sem licitação com a Empresa de Tecnologia da Informação do Estado do Piauí (ETIPI), levantando suspeitas de irregularidades.
Na última sexta-feira (8), a juíza Etelvina Lobo Braga, da 3ª Vara da Fazenda Pública, determinou a intimação do Estado do Amazonas e do INDSH, concedendo cinco dias para manifestação sobre uma ação que questiona a legalidade do processo de convocação pública nº 01/2025. Esse processo resultou na contratação do INDSH para administrar o Hospital Platão Araújo. O deputado Wilker Barreto, que solicitou a investigação, aponta que o Instituto não possuía na época a qualificação legal exigida para ser Organização Social, requisito fundamental para o edital.
Com essa nova licitação, o governo reforça a estratégia de privatização da gestão da saúde, um tema que gera preocupação entre servidores, especialistas e parte da população, que questionam o impacto da terceirização na qualidade e acesso aos serviços públicos essenciais.
(*) Com informações: D24Am
