O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem tratado o alto nível de endividamento das famílias como um […]

(Imagem: Wilton Junior | Estadão)

Governo avalia reduzir juros para conter endividamento das famílias

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem tratado o alto nível de endividamento das famílias como um dos principais desafios em ano eleitoral. Para enfrentar o problema, o Planalto estuda medidas para reduzir os juros cobrados da população.

Dados recentes mostram que, em fevereiro, 80,2% dos lares brasileiros estavam endividados. A avaliação do governo é de que o peso das dívidas tem comprometido a renda das famílias, fazendo com que muitos terminem o mês sem recursos disponíveis — o que enfraquece a percepção positiva de indicadores econômicos, como a menor taxa de desemprego registrada desde 2012.

Desde outubro do ano passado, cerca de 29% da renda familiar tem sido destinada ao pagamento de dívidas, reforçando a preocupação da equipe econômica.

Entre as alternativas em análise estão a redução dos limites dos juros rotativos do cartão de crédito e dos juros aplicados ao consignado privado. A proposta busca tornar o crédito mais acessível e sustentável para os consumidores, facilitando o pagamento dos empréstimos.

Por outro lado, as medidas podem impactar diretamente o setor financeiro, que tende a registrar queda nos ganhos. Em 2023, uma iniciativa semelhante foi discutida, mas enfrentou resistência. Na ocasião, um estudo encomendado por bancos apontou que até 65 milhões de cartões poderiam ser cancelados caso as mudanças fossem implementadas, devido à redução da rentabilidade das operações.

O debate evidencia o desafio de equilibrar o alívio financeiro para as famílias com os interesses do sistema bancário.

(*) Baseado em reportagem de The News.

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