Por Capitão Péricles A criminalidade acompanha a evolução da tecnologia, e hoje uma das principais ameaças ao cidadão está no […]

Golpes digitais: o inimigo agora está no seu celular
Por Capitão Péricles
A criminalidade acompanha a evolução da tecnologia, e hoje uma das principais ameaças ao cidadão está no próprio celular. Os golpes digitais cresceram de forma significativa nos últimos anos, principalmente com o uso do Pix, ferramenta criada pelo Banco Central do Brasil para facilitar transações instantâneas. O que trouxe praticidade também passou a ser explorado por criminosos que agem com rapidez e se aproveitam da confiança das vítimas.
Entre os golpes mais comuns está o do falso familiar, quando o criminoso utiliza foto e nome de alguém conhecido e envia mensagens alegando urgência para pedir dinheiro. Muitas vítimas, acreditando ajudar um filho ou parente, acabam realizando transferências sem confirmar a veracidade da situação. Quando percebem, o valor já foi enviado e o prejuízo é imediato.
Outro método frequente é a clonagem de WhatsApp. O criminoso engana a vítima para obter um código de verificação e assume o controle da conta, passando a pedir dinheiro aos contatos. Há também casos em que golpistas se passam por funcionários de bancos, informando falsas compras ou bloqueios de conta, induzindo a vítima a fornecer dados ou fazer transferências.
Esses criminosos utilizam principalmente a pressão psicológica, criando sensação de urgência para impedir que a vítima pense com calma. Frases como “preciso agora”, “é urgente” ou “vou perder o acesso à minha conta” são sinais claros de tentativa de golpe. O objetivo é fazer com que a pessoa aja por impulso, sem verificar as informações.
A principal forma de prevenção é a cautela. Nunca faça transferências sem confirmar diretamente com a pessoa por ligação ou outro meio seguro. Não compartilhe códigos recebidos no celular e desconfie de mensagens que envolvam dinheiro, especialmente quando houver pressa. Pequenas atitudes podem evitar grandes prejuízos.
A segurança não está apenas na ação policial, mas também na consciência de cada cidadão. O crime digital é silencioso, mas pode ser evitado com informação e atenção. Em caso de tentativa ou de golpe consumado, procure imediatamente o banco e registre ocorrência. A prevenção continua sendo a melhor defesa.

*Capitão Péricles é Bacharel em Direito, Capitão da PMAM e Especialista em Segurança Pública.
**Os textos (artigos, crônicas) aqui publicados não refletem necessariamente a opinião da Div Agência de Comunicação – Portal do Minuto.
