O general da reserva do Exército Mário Fernandes, ex-assessor da presidência no governo Jair Bolsonaro, admitiu nesta quinta-feira, 24, ao […]

General da reserva do Exército Mário Fernandes.(Imagem: Reprodução/YouTube Câmara dos Deputados)

General Mário Fernandes admite ter elaborado plano para matar Lula, Alckmin e Moraes

O general da reserva do Exército Mário Fernandes, ex-assessor da presidência no governo Jair Bolsonaro, admitiu nesta quinta-feira, 24, ao STF ser o autor do documento conhecido como Punhal Verde e Amarelo, que detalhava um plano para assassinar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro Alexandre de Moraes, do STF. A declaração foi dada em depoimento no âmbito da ação penal que apura tentativa de golpe de Estado.

Segundo o general, o conteúdo do plano foi elaborado de forma autônoma, sem envolvimento de terceiros. Ele classificou o material como um “pensamento digitalizado”, resultado de uma análise pessoal do cenário pós-eleitoral de 2022.

Fernandes afirmou que o texto foi impresso no Palácio do Planalto para leitura própria, mas que as cópias foram destruídas em seguida. “Não foi mostrado a ninguém, não foi compartilhado com ninguém. Hoje me arrependo de ter digitalizado isso”, declarou.

As investigações da Polícia Federal, no entanto, indicam que o documento foi impresso em ao menos três cópias e que, posteriormente, Fernandes esteve no Palácio da Alvorada, onde estavam Bolsonaro e o então ajudante de ordens, tenente-coronel Mauro Cid. Questionado sobre essa sequência, o general alegou coincidência e negou ter discutido o plano com o ex-presidente.

O documento ficou conhecido como Punhal Verde e Amarelo após ser renomeado pelo próprio general. Em sua versão original, o arquivo estava salvo como “Fox_2017.docx”. A Polícia Federal afirma que Fernandes integrava o núcleo 2 da suposta organização criminosa investigada por planejar um golpe de Estado.

Ainda segundo o general, durante sua atuação no Planalto, integrantes do entorno de Bolsonaro discutiam a redação de um decreto com base em “considerandos” jurídicos para uma eventual intervenção do Executivo. Fernandes disse ter feito apelos para que as ações ocorressem “dentro da Constituição”.

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