Estados Unidos — Uma funcionária de um necrotério em Austin, no Texas, está sendo acusada de realizar experimentos em partes […]

(Foto: Reprodução/Youtube/KVUE)

Funcionária de necrotério é acusada de fraudes e experimentos com cadáveres

Estados Unidos — Uma funcionária de um necrotério em Austin, no Texas, está sendo acusada de realizar experimentos em partes de cadáveres e de falsificar certidões de óbito. Adeline Ngan-Binh Bui, de 50 anos, recebeu uma ordem de suspensão imediata de suas atividades na última quinta-feira (10) e teve sua licença profissional cassada. Ela poderá responder criminalmente por violações às normas sanitárias e de segurança.

Segundo documentos judiciais obtidos pela FOX 7, os incidentes ocorreram em 2022. Bui foi formalmente acusada de abuso de cadáver e de cinco crimes de segundo grau por falsificação de documentos públicos com intenção de fraude.

As acusações surgiram após um ex-funcionário da funerária Capital Mortuary Services denunciar à Comissão de Serviços Funerários do Texas (TFSC) que ao menos dez certidões de óbito haviam sido emitidas de forma fraudulenta, com o nome e número de licença dele usados sem autorização. Ele também afirmou que Bui conduzia experimentos em partes amputadas de corpos, mencionando especificamente os braços de um cadáver não identificado.

A funerária foi fechada após a denúncia.

De acordo com os documentos, Bui injetava formaldeído nos braços amputados para observar os efeitos da substância. O Departamento de Polícia de Austin (APD) recebeu oito certidões de óbito eletrônicas assinadas com os dados do ex-funcionário, que alegou nunca ter atuado como diretor funerário, mas apenas como operador de cremação, motorista e embalsamador. Ele também afirmou que nunca teve acesso ao sistema eletrônico usado para registrar certidões na cidade.

As investigações revelaram ainda que, em dezembro de 2023, Bui trocou mensagens com uma ex-colega de trabalho sobre uma dessas certidões fraudulentas e chegou a fazer capturas de tela dos documentos. Em uma das mensagens, ela escreveu:

“Vamos usar essa atualização para monitorar nosso experimento”.

As autoridades também encontraram imagens mostrando braços decepados em diferentes estágios de decomposição. Segundo a polícia, Bui teria permitido que esses membros fossem cremados em condições “dissecadas e perturbadoras”.

A defesa de Bui, em nota à FOX 7, afirmou:

“Nosso sistema de justiça criminal se baseia na presunção de inocência e em uma avaliação cuidadosa e crítica das evidências, dos fatos e de suas fontes. Este caso envolve complexidades que não são imediatamente aparentes e não deve ser sensacionalizado.”

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